Quem foi a Carla Zambelli da campanha de Flávio Bolsonaro?
Daniella Marques, Duda Lima e até Nikolas Ferreira foram apontados como responsáveis por derrota do filho de Jair Bolsonaro
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Após a confirmação da vitória de Lula (PT), aliados de Flávio Bolsonaro (PL) tentavam entender como o senador passou de uma vantagem de 2,2 milhões de votos sobre o petista no primeiro turno para uma desvantagem de 4,4 milhões no segundo.
Na avaliação de integrantes do entorno do candidato, não faltaram fatores para explicar a derrota. A lista inclui desde a coordenadora econômica da campanha, a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, até o próprio Flávio, por episódios ocorridos na reta final da disputa.
Também foram alvo de críticas o empresário Pablo Marçal, o deputado federal Nikolas Ferreira, o marqueteiro Duda Lima e Michelle Bolsonaro, que se ausentou da campanha no segundo turno.
Uma das avaliações feitas por aliados é que faltou “testosterona” à campanha. As peças de tom mais moderado produzidas por Duda Lima não teriam sido suficientes, segundo esse grupo, para mobilizar o eleitorado de direita. “Com o PT não se brinca. Fomos levados pela narrativa dos petistas”, afirmou um interlocutor de Flávio.
Daniella Marques também entrou na lista de responsabilizados. Na reta final, duas declarações da coordenadora econômica foram consideradas prejudiciais por aliados: uma sobre a transição para a saída do Bolsa Família, explorada pelo PT, e outra em defesa do uso de inteligência artificial no serviço público.
O estilo de Pablo Marçal também foi questionado. Flávio incorporou parte das estratégias do empresário no debate da Band, mas, segundo aliados, avaliou posteriormente que a postura teve repercussão negativa. A mudança de comportamento no debate da Globo, na visão desse grupo, contribuiu para transmitir ao eleitor uma imagem de inconsistência.
O próprio candidato também é apontado como responsável por erros na reta final. O clima de “já ganhou” que tomou conta do QG bolsonarista no início do segundo turno é citado por aliados como um dos principais equívocos da campanha.
A fala de Flávio sobre Lula no debate da Globo, quando chamou o adversário de “Nove Dedos”, é considerada por integrantes do PL um dos episódios mais prejudiciais da campanha. A declaração foi interpretada como capacitista e, na avaliação desses aliados, pode ter mobilizado eleitores com deficiência em favor do petista.
Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira também foram criticados. A ex-primeira-dama foi cobrada pela ausência na campanha do segundo turno e não participou sequer da apuração dos votos de Flávio. Nikolas, por sua vez, foi criticado por erros em um vídeo sobre o Nordeste divulgado na reta final da disputa.
Como mostramos, Lula (PT) venceu pela quarta vez uma disputa presidencial diante de Flávio Bolsonaro (PL). O petista teve 64,2 milhões de votos (51,79%) contra 59,8 milhões de votos (48,21%) do candidato do PL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.