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Reino Unido busca tranquilizar empresas após ameaça de Milei sobre Malvinas

UOL Notícias ·
Reino Unido busca tranquilizar empresas após ameaça de Milei sobre Malvinas

LONDRES, 15 Set (Reuters) - O Reino Unido procurou tranquilizar nesta terça-feira as empresas que atuam nas Ilhas ​Malvinas, depois que o presidente ​da Argentina, Javier Milei, ameaçou impor sanções contra empresas envolvidas em atividades econômicas ligadas ao território ultramarino britânico.

Em orientações publicadas no ​site do ⁠governo menos ​de duas semanas após a ameaça de ⁠Milei, o Reino Unido afirmou ​que apoia todas as atividades econômicas legítimas nas ilhas e defende o direito dos habitantes do ‌local de regular sua economia ‌e explorar ​seus recursos naturais, incluindo hidrocarbonetos.

Milei havia afirmado que reforçaria as medidas contra empresas que operam nas Ilhas ‌Malvinas ou que tenham vínculos com elas, intensificando a pressão enquanto a Argentina busca sua reivindicação de soberania.

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que Washington poderia reconsiderar sua posição tradicionalmente neutra na disputa pelas Ilhas Malvinas. Desde então, a Argentina acelerou os esforços para atingir empresas ‌envolvidas em atividades de perfuração de petróleo nas proximidades da região.

“A posição do governo do Reino ​Unido é que a Argentina não tem o direito de exercer jurisdição sobre ‌as Ilhas Malvinas nem de aplicar sua legislação interna nas ilhas, nem em relação a quaisquer empresas ‌ou indivíduos que participem de ‌atividades comerciais nas ilhas ou que estejam ligadas a elas”, afirmou ⁠o Reino Unido nas orientações.

Acrescentou ainda que não via base jurídica para que tribunais fora da Argentina aplicassem medidas tomadas contra tais empresas.

O Reino Unido afirmou que medidas argentinas ​anteriores estavam em ​vigor há muitos anos, mas não impediram que os habitantes das Ilhas Malvinas desenvolvessem uma economia próspera, acrescentando que continuaria a apoiar as ilhas e a deixar clara sua posição perante a Argentina.

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina não respondeu imediatamente ⁠a um pedido de comentário.

(Reportagem de Sam Tabahriti; reportagem adicional de ​Lucila Sigal, em Buenos Aires)

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