O que diz Daniel Vorcaro sobre pagamento de propina ao ministro Alexandre Padilha
Além de bombásticas revelações sobre pagamento de propina para o PT — por meio de repasses ao Instituto Lula e ao documentário sobre o presidente da República –, o banqueiro Daniel Vorcaro detalha, num anexo rejeitado pela PGR, toda a participação do ministro Alexandre Padilha no esquema.
O documento registra os movimentos do então ministro das Relações Institucionais da Presidência da República para conseguir liberar ao Banco Master recursos de fundos de pensão controlados por apadrinhados petistas.
Os relatos estão no anexo batizado de “Captação de recursos de investidores institucionais, tais como fundos de pensão, mediante pagamento de propina para o grupo liderado pelo ministro Alexandre Padilha ”. <span class="hidden">–</span> ./Divulgação Os fatos foram relatados por VEJA na edição que está nas bancas.
As informações prestadas pelo banqueiro sobre Padilha são corroboradas por mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do dono do Master.
Continua após a publicidade Nem todas as evidências, no entanto, são listadas pelo banqueiro.
Vorcaro guardou provas para poder apresentar numa eventual colaboração.
Ele diz no documento, por exemplo, ter “conversas de WhatsApp, registros de entrada no Palácio do Planalto, e-mails, atas de comitês na Postalis, Petros e no BB, comprovantes de pagamento da propina e relatórios sobre uso de aeronaves pelos integrantes do esquema que tentavam desviar recursos dos fundos de pensão”.
A PGR e a PF, no entanto, descartaram o material alegando falta de provas.
Os relatos de Vorcaro, no entanto, cobrem a atuação do “grupo liderado pelo ministro Alexandre Padilha” entre 2024 e 2025.
Continua após a publicidade O banqueiro narra que chegou ao petista por intermédio de um operador indicado a ele por um amigo do mercado financeiro.
“Júlio” apresentou-se como alguém com acesso direto ao gabinete de Padilha no Planalto e logo estabeleceu as relações de Vorcaro com Olavo Noleto, secretário-executivo de Padilha e com o próprio ministro petista.
“Segundo Júlio, o grupo do ministro Alexandre Padilha tinha interesse em viabilizar a captação de investidores institucionais ligados ao Governo Federal, para que fizessem aporte em letras financeiras do Banco Master, mediante pagamento de propina equivalente a 10% do valor captado”, diz o anexo. <span class="hidden">–</span> ./.
Continua após a publicidade Vorcaro também revela no anexo como foi a reunião que teve com Padilha no Palácio do Planalto, os detalhes do que ouviu do ministro de Lula e a forma como petista, que detinha influência sobre os fundos, agiu para abrir postas ao Master, tão logo os termos e valores de propina foram acertados.
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