Trabalhadores do BRB fazem ato em defesa do banco público durante audiência no STF
Trabalhadores do Banco de Brasília (BRB) realizaram, nesta quinta-feira (13), um ato em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, em defesa da manutenção da instituição como banco público e da capitalização como saída para a crise financeira provocada pelas operações envolvendo o Banco Master .
Convocada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, a manifestação ocorreu no mesmo dia de uma nova audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) destinado à recomposição do capital do banco.
A audiência, conduzida pelo ministro Luiz Fux, r euniu representantes do Governo do Distrito Federal (GDF), da União, do BRB, do FGC e de instituições financeiras para tentar superar os impasses que ainda impedem a operação . O empréstimo começou a ser negociado depois que o GDF, controlador do BRB, indicou não possuir recursos suficientes para realizar sozinho a capitalização da instituição.
No ato, os trabalhadores defenderam que a saída para a crise preserve o controle público da instituição e não transfira para funcionários e para a população do Distrito Federal as consequências das operações que levaram o banco à atual situação.
Funcionário do BRB e diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, Daniel de Oliveira afirmou que a capitalização é considerada, neste momento, a alternativa capaz de reduzir os impactos da crise sobre a população.
“O BRB não é só de um governo, é da sociedade. É importante salientar que o GDF já foi penalizado, já foram bilhões nesse momento e hoje a melhor solução seria capitalizar o BRB para a população ter o menor prejuízo ”, afirmou.
Para quem trabalha na instituição, a preocupação com o futuro do BRB também passa pela preservação dos postos de trabalho.
Funcionária de carreira do banco há mais de 23 anos e trabalhadora da agência Alfa, no Gama, Patrícia Melo afirmou que os empregados não podem ser responsabilizados pelas irregularidades que levaram o BRB à crise.
“Hoje nós estamos aqui mobilizados para defender os nossos empregos, porque, com toda a corrupção que houve, não é justo que o funcionário do BRB, não é justo com os servidores do GDF, não é justo com a população do DF que a gente perca esse banco público”, afirmou.
Patrícia também destacou que a atuação da instituição ultrapassa os serviços bancários tradicionais e está relacionada à execução de políticas públicas do Distrito Federal.
“ O BRB não é só um banco de varejo, ele é um banco que cuida do social . Então, por esse motivo, nós estamos aqui para defender os nossos empregos e para defender o banco estatal como público”, disse.
Funcionária do BRB há 22 anos e diretora do Sindicato dos Bancários, Samanta Nascimento também defendeu a operação de socorro financeiro.
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