Warsh vê economia dos EUA forte, mas evita sinalizar próximos passos do Fed
O presidente do Fed (Federal Reserve), Kevin Warsh, demonstrou otimismo nesta sexta-feira (16) em relação à força da economia dos Estados Unidos e surpresa com a capacidade de as economias globais se manterem firmes diante dos recentes choques geopolíticos, apesar do aperto da política monetária para combater a inflação.
“Saí de reuniões aqui ontem e hoje, e é difícil participar de uma discussão com banqueiros centrais sem comparar informações e ouvir a mesma coisa sobre a disparada dos preços”, disse Warsh.
Com a inflação sendo um “desafio comum”, ele afirmou, durante as reuniões anuais de 2026 do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Bangcoc, que os bancos centrais de todo o mundo adotaram “um aperto sincronizado da política monetária na maioria dos lugares, e isso significa que ninguém fica de fora”.
Nos Estados Unidos, segundo ele, “deixamos muito claro que garantiríamos a estabilidade dos preços e retiramos uma dose de estímulo monetário há cerca de um mês”, em referência à alta dos juros promovida pelo Fed em setembro.
Leia Mais Fed: Discurso de Warsh pode gerar mais impacto do que decisão sobre juro Análise: Há um jeito simpes de o Fed ajudar a acalmar os mercados globais Dados de inflação mais moderados podem forçar Fed a manter juros intactos Sem antecipar a necessidade de novas altas dos juros Mas, mantendo o estilo adotado desde que assumiu o comando do Fed, em maio, Warsh não antecipou se considera necessárias novas altas dos juros nem quando elas poderiam ocorrer.
“Não antecipo o resultado das reuniões”, acrescentou Warsh.
“Não acredito em dizer agora o que talvez eu faça nas reuniões que ainda teremos até o fim deste ano.” Os colegas de Warsh no Fed não têm demonstrado a mesma reserva ao comentar suas perspectivas para a trajetória dos juros.
Nas últimas semanas, quase todos afirmaram considerar provável a necessidade de um aperto monetário adicional, mas a maioria queria ver mais dados econômicos para avaliar a tendência da inflação.
Isso sinalizou que dificilmente promoveriam uma segunda alta dos juros neste mês.
Os mercados financeiros levaram essas declarações em consideração e apostam que o Fed esperará até dezembro para elevar as taxas.
Essa expectativa permaneceu mesmo após relatórios divulgados nesta semana mostrarem que dois indicadores diferentes de inflação registraram resultados acima do esperado, seguindo uma trajetória contrária à meta de 2% do Fed .
Temas econômicos mais amplos A decisão de Warsh de evitar completamente o debate sobre a decisão de política monetária no curto prazo e se concentrar em temas econômicos mais amplos mantém intacta a expectativa de que o Fed não elevará os juros neste mês.
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