De graça! Festival Sonora Bahia celebra música autoral feminina
Criar espaços de circulação para a música autoral feita por mulheres, inclusive fora da capital baiana.
Esta é uma das premissas do Sonora Bahia - Festival Internacional de Compositoras, maior festival colaborativo de composição autoral feminina do mundo, que está completando 10 anos em 2026.Três regiões da Bahia foram selecionadas para sediar o festival este ano: Vale do Capão – por onde o Sonora já passou -, Ilhéus, dias 17 e 18 de setembro, e Salvador, no próximo dia 25.Com acesso gratuito, dia 17 se apresentam Sabiré, Talita Ataíde e Nayri, e no dia 18, Jamile Anahata, Forró Carcará e Ize Duque.
Todos os shows serão na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Campus Jorge Amado, às 18h30.Dia 25, às 18h30, na Biblioteca Central dos Barris, é a vez das artistas Verona Reis, Aline Lobo e Manuela Rodrigues, cantora e compositora baiana que será a grande homenageada desta edição.Ive Farias, 38, idealizadora e organizadora do evento, informa que o Sonora é um festival de música autoral, que tem como linhas fundamentais o protagonismo de mulheres na música, a formação de público e a movimentação da cena musical em diferentes territórios.“Sua criação se dá por conta da desigualdade de gênero em festivais de composição no Brasil e da negação sobre a existência de mulheres compositoras.
Através de um edital público, uma curadoria especializada seleciona compositoras, mulheres cis, trans e travestis, para participarem do festival”, comenta Ive.
Artistas locaisDesde 2017, o Sonora vem dando oportunidade a mais de 300 artistas de se apresentarem nos palcos do festival, na Bahia, e também conseguiu mapear mais de 200 compositoras no estado.Este ano, oito compositoras foram selecionadas, e sete artistas, convidadas para compor a programação de shows, todos abertos ao público.
As escolhidas apresentam obras autorais, participam das atividades formativas e recebem material de divulgação após os shows.Para valorizar a autoria feminina, o festival articula apresentação artística, formação, profissionalização, circulação e criação de redes.
Oferece também apoio técnico e financeiro, oficinas, workshops e espaços de intercâmbio.O foco do Sonora é revelar e apoiar artistas locais.
“Temos muitos talentos, muitas gerações de mulheres que estão produzindo e compondo, mas são poucos os espaços e eventos que oferecem estrutura e apoio para a cena autoral de mulheres”, ressalta a idealizadora soteropolitana.“Os formatos dos shows são diversos.
Teremos solo com voz e violão, trios e quartetos musicais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.