Cientistas intrigados? Um animal de menos de 1 milímetro sobreviveu exposto ao vácuo do espaço por 10 dias e voltou à vida depois de ser reidratado
Imagine um ser vivo tão resistente que o vácuo gelado do espaço sideral parece apenas um dia comum.
Em setembro de 2007, a Agência Espacial Europeia colocou essa capacidade à prova durante a missão FOTON-M3: a bordo da plataforma Biopan-6, cientistas enviaram amostras de minúsculos animais para a órbita da Terra , a quase 280 quilômetros de altitude.
Por dez longos dias, eles ficaram completamente expostos às condições implacáveis do espaço.
Quando retornaram para casa e receberam algumas gotas de água , o inacreditável aconteceu: eles simplesmente despertaram e voltaram a caminhar.
Esses viajantes espaciais são os tardígrados, carinhosamente apelidados de “ursos-d’água”.
Com menos de um milímetro de comprimento, corpo segmentado e oito patinhas fofas que se movem de um jeito muito parecido com o de um urso de verdade, esses invertebrados habitam desde musgos e líquens do seu jardim até o fundo dos oceanos.
Mas não se deixe enganar pela aparência simpática: sob a lente do microscópio esconde-se um dos organismos mais resilientes do planeta .
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Quando a água ao seu redor seca, o tardígrado perde quase todo o líquido do corpo, encolhe e assume uma forma compacta chamada tun .
Nesse estado, ele reduz sua atividade metabólica a níveis praticamente nulos.
Proteínas especiais entram em ação para blindar suas estruturas celulares contra qualquer dano.
Importante ressaltar: ele não estava morto no espaço para “ressuscitar” depois.
Ele estava em uma espécie de animação suspensa ultra-eficiente, esperando o momento certo para acordar.
Em testes de laboratório e experimentos extremos, diferentes espécies de tardígrados já demonstraram ser verdadeiras fortalezas biológicas.
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