China resgata o mundo de uma crise de energia e vai salvando Cuba
Órgãos ocidentais estão temerosos ou prostrados diante do poder chinês de segurar os preços do petróleo, passados quase seis meses do início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Um indiano se pergunta se a China salvou o mundo , Índia inclusive.
Dias depois dos primeiros ataques, o Yuyuan Tan Tian , perfil ligado ao governo em diversas plataformas chinesas, já adiantava que o país se voltaria para produtores emergentes, do Brasil à África. E enfatizava a transição avançada para energia limpa, "especialmente no campo industrial, que determina a segurança nacional". Relatórios nos últimos dois meses, do banco JP Morgan ao banco central europeu , confirmam as bases da resposta chinesa à guerra.
Em conversas informais com analistas latino-americanos em Pequim, nos últimos dias, a questão agora é se a China está repetindo o feito em Cuba, cujo bloqueio de sete décadas se estendeu em janeiro deste ano ao petróleo. A ilha chega ao centenário de Fidel Castro, nesta quinta, tendo trocado em sete meses os velhos carros americanos a gasolina por triciclos elétricos chineses, segundo relatos .
O primeiro parque solar foi entregue pelos chineses no início do ano passado —e agora a ilha soma cerca de 60. Foram enviadas unidades de armazenamento de energia, para a rede, e sistemas solares para comércio e residências, inclusive no interior . Vietnã e Espanha também estariam ajudando. O Brasil, não.
Ao receber Liu Haixing, chefe do Departamento Internacional do Partido Comunista da China, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, agradeceu "o apoio ao programa de transição para fontes renováveis " em meio ao "bloqueio energético criminoso" dos EUA. Liu está em Havana como enviado do presidente Xi Jinping, com uma carta ao irmão de Fidel , Raúl Castro, e a Díaz-Canel.
Marco Rubio, pelos EUA, reage à resistência e ao centenário elevando o volume das ameaças. Soltou vídeo vociferante contra Cuba e deu entrevista dizendo que a ilha não tem como escapar . Mas admitiu que os resultados estão demorando, insistindo que a pressão "não vai desaparecer nos próximos dois anos, com certeza".
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