Smartmatic não forneceu urnas ao Brasil; TSE não mentiu
Publicações nas redes sociais têm usado informações do site da Smartmatic para acusar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de ter mentido sobre a atuação da empresa em eleições brasileiras.
A Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas ao Brasil. As urnas usadas nas eleições brasileiras são, atualmente, produzidas pela brasileira Positivo. Também há urnas em uso que foram fabricadas pela empresa americana de serviços bancários Diebold.
A atuação da Smartmatic no Brasil, segundo a própria empresa, foi no treinamento de profissionais e na prestação de serviços de conexão de dados e voz.
Publicações nas redes sociais compartilham uma imagem retirada do site da empresa Smartmatic com um mapa que mostra as regiões de atuação da empresa. O conteúdo é compartilhado com a seguinte legenda: "BOMBA. TSE disse que nunca comprou urnas da SMARTMATIC mas no site oficial da empresa, o Brasil aparece como local de atuação da empresa. Quem está mentindo? TSE ou Smartmatic".
Site da Smartmatic não afirma que ela forneceu urnas ao Brasil. A atuação no Brasil foi descrita como fornecimento de comunicação de dados e voz para locais de votação isolados e serviços técnicos de suporte eleitoral (veja aqui, arquivado ). Após a circulação da desinformação, o site da empresa foi atualizado (confira aqui ) com a informação de que a empresa nunca forneceu máquinas de votação ao Brasil. A Smartmatic também afirma que atualmente não fornece tecnologia eleitoral, sistemas de votação, equipamentos, software ou serviços eleitorais no Brasil, e que sua atuação se limitou à prestação de serviços de comunicação via satélite e suporte técnico durante as eleições de 2012, 2014 e 2016.
A Smartmatic nunca forneceu máquinas de votação ao Brasil. A empresa não projetou, desenvolveu, fabricou, programou nem forneceu as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras. Site da Smartmatic em 11 de agosto de 2026
Empresa participou de treinamentos . Desde 2020, o TSE afirma que a Smartmatic "atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras" e que a empresa "celebrou contratos com o TSE em outras ocasiões somente para a prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica".
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