Médica troca centro cirúrgico por nova carreira na internet após diagnóstico de autismo aos 33 anos de idade
Médica troca centro cirúrgico pela internet após diagnóstico de autismo Krícis Heather Torres sempre soube o que queria ser.
Entrou na faculdade de medicina determinada a virar cirurgiã, formou-se em cirurgia geral em 2020 e começava a se preparar para uma subespecialização em urologia quando o próprio corpo passou a dar sinais que ela não sabia nomear.
Cansaço que não passava com descanso.
Irritação com barulhos, cheiros e texturas que os colegas nem notavam.
Uma sensação de estar sempre no limite, mesmo fazendo o que sempre quis fazer.
Foi só em maio deste ano, aos 33 anos, que ela recebeu o diagnóstico que buscava havia mais de uma década: autismo, nível 1 de suporte.
Antes disso, já havia sido tratada para depressão e ansiedade, trocado de cidade, de médicos e de remédios — sem que ninguém identificasse a causa.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado, principalmente, pelas dificuldades em comunicação e interação social, e presença de padrões de movimentos restritos e repetitivos.
No entanto, como um espectro, há diferentes níveis.
No caso da médica, ela está na primeira faixa dessa lista.
O nível 1 exige apoio pontual, não constante.
Nele, a dificuldade de interação social é real, mas discreta, assim como os desafios para lidar com mudanças de rotina e organizar tarefas do dia a dia.
Médica deixou a cirurgia geral, que era um sonho, e quer encontrar novo caminho com a internet Arquivo Pessoal Depois do diagnóstico, Krícis entendeu que estava no limite e que, até aqui, o centro cirúrgico, que sempre foi um lugar de realização e conforto, não é mais esse espaço.
“Hoje em dia eu falo que eu tô quebrada, porque é como eu sinto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.