Flávio fala do dia a dia, e Lula, de terras raras, critica vice do PT
O prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, criticou a estratégia adotada pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em vídeos publicados nas redes sociais na terça-feira (15), o petista afirmou que a campanha deveria priorizar temas ligados ao cotidiano da população e divulgar as ações do atual governo.
Quaquá também reclamou da falta de interlocução entre a coordenação nacional e integrantes da campanha no Rio de Janeiro.
Ao fazer a crítica, Quaquá comparou a comunicação de Lula à adotada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do petista na disputa presidencial.
Segundo ele, enquanto Flávio aborda questões do dia a dia, como preços em supermercados, Lula tem dedicado espaço a assuntos como a exploração de terras raras.
Leia Mais Postura de Fachin em julgamento incomoda Planalto PF realiza operação contra desvios no AM; STF afasta prefeito de Coari OAB critica fala de Dino sobre advogados e venda de sentenças “O Flávio Bolsonaro vai para a televisão, para dentro de um supermercado, falar da vida real, concreta, que, aliás, era muito pior no governo do pai dele, hoje está muito melhor com o Lula. […] Ele vai lá fazer fake news dentro do supermercado, mas falar de vida real, falar de coisas do dia a dia.
E nós falando de terras raras.
Sinceramente, cara, a gente tem que aprender” , declarou Quaquá.
O dirigente petista defendeu que a campanha concentre sua comunicação nas entregas do governo e em assuntos que, na avaliação dele, estejam mais próximos das preocupações dos eleitores.
“Tem que falar da vida do povo e sair dessa ideologia boba, fora da vida das pessoas” , disse.
Quaquá também destacou que enfrenta dificuldades para levar à coordenação nacional informações levantadas pela campanha no Rio.
O prefeito disse realizar pesquisas quantitativas e qualitativas no estado, mas reclamou da ausência de interlocutores para discutir os resultados.
“Está difícil de diálogo, porque não tem coordenação, não tem gente para dialogar, a gente não consegue discutir política.
Aqui no Rio mesmo, eu estou fazendo pesquisa quanti e quali direto e eu não tenho com quem falar, entendeu? Porque não tem coordenação” , desabafou.
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