UNICEF estima que 20 milhões de crianças sofreram abuso sexual online
Cerca de 20 milhões de crianças usuárias da internet em 21 países foram vítimas de exploração ou abuso sexual em plataformas digitais em um único ano, com a maioria dos casos ocorrendo em redes sociais, informou um relatório da UNICEF divulgado nesta quarta-feira (2).
Mais de uma em cada cinco crianças entre 12 e 17 anos na África, Ásia, América Latina e Europa Oriental sofreu pelo menos uma forma de abuso ou exploração sexual em plataformas online no ano anterior à pesquisa, estimou o relatório do UNICEF.
Cerca de 15 milhões de crianças nos países pesquisados foram expostas a conteúdo sexual indesejado, 9 milhões foram pressionadas a participar de conversas sexuais ou a compartilhar imagens de cunho sexual, e 4 milhões tiveram imagens sexuais compartilhadas sem o seu consentimento, constatou o relatório.
Leia Mais Exploração sexual e desafios virtuais colocam em risco menores na web Crianças neurodivergentes são mais vulneráveis a crimes virtuais 13% dos jovens já acessaram conteúdo adulto no Brasil, diz pesquisa O número de crianças submetidas a esse tipo de abuso em todo o mundo certamente chega à casa das dezenas de milhões, afirmou o documento.
A pesquisa, descrita pela UNICEF como um dos maiores estudos do gênero, baseou-se em levantamentos nacionais representativos realizados entre 2020 e 2025 com cerca de 21 mil crianças usuárias da internet nos 21 países analisados, incluindo Brasil, Quênia, Paquistão e Sérvia.
Foco nas redes sociais Quase 60% dos casos de abuso relatados ocorreram em redes sociais — lideradas por Facebook, WhatsApp, Instagram, Snapchat e TikTok —, enquanto 14% aconteceram em jogos online , apontou o relatório.
Um porta-voz da Meta — proprietária do Facebook, WhatsApp e Instagram — afirmou que os dados das pesquisas remontam a 2020, período anterior à implementação, pela empresa, de proteções recomendadas pelo UNICEF, como definir automaticamente contas de adolescentes como privadas e impedir que adultos enviem mensagens a adolescentes com quem não possuem conexão.
A empresa acrescentou que classifica o WhatsApp como um aplicativo de mensagens privadas, e não como uma rede social.
“Embora o relatório não apresente evidências específicas de abuso, continuaremos a combater agressivamente a exploração infantil em nossos aplicativos e a apoiar as autoridades na responsabilização criminal dos autores desses atos”, disse o porta-voz da Meta.
O Snapchat encaminhou a Reuters a uma publicação no blog da empresa assinada por Jacqueline Beauchere, chefe global de segurança da plataforma.
Ela afirmou que a companhia combate ativamente a extorsão sexual online por meio de detecção proativa, remoção de contas, ferramentas de denúncia pelos usuários e recursos de segurança projetados para proteger usuários vulneráveis.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.