Nunes Marques censura propaganda de Lula que expõe elo de Flávio Bolsonaro com caso Master
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão imediata de uma propaganda da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associava o senador Flávio Bolsonaro (PL) a suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e seu vice, Alfredo Gaspar, a uma acusação de estupro de vulnerável.
A decisão foi proferida pelo ministro Nunes Marques, presidente da Corte, neste sábado (10), um dia após a peça começar a ser veiculada.
O ministro considerou que o conteúdo trazia imputações criminais sem fundamentação mínima para o horário eleitoral gratuito, a quinze dias do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
TSE suspende propaganda de Lula contra Flávio Bolsonaro A propaganda da campanha de Lula afirmava que Flávio Bolsonaro era investigado por crimes relacionados ao Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.
O material também mencionava uma suposta investigação por estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa do senador.
A peça entrou no ar no sábado (10) e foi suspensa no mesmo dia por Nunes Marques, com a decisão sendo formalizada no domingo (11).
O contexto é o da reta final da disputa presidencial.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a propaganda circulava no horário eleitoral gratuito, espaço de alcance nacional custeado com recursos públicos.
Foi justamente esse ponto que o ministro destacou ao justificar a intervenção: segundo Nunes Marques, veicular “imputações criminais desprovidas de lastro mínimo” nesse espaço comprometeria a igualdade de condições entre os candidatos.
Os argumentos da decisão e o contexto das acusações Para embasar a suspensão, Nunes Marques recorreu ao inciso 9º do artigo 242 da Lei Eleitoral, que proíbe “caluniar, difamar ou injuriar quaisquer pessoas, bem como órgãos ou entidades que exerçam autoridade pública”.
O ministro também se apoiou em decisões anteriores do próprio TSE sobre peças que ligavam Flávio ao Banco Master e Gaspar à acusação de abuso sexual.
A propaganda traz “imputações criminais desprovidas de lastro mínimo, em espaço de comunicação de alcance nacional e custeado pela sociedade”, afirmou Nunes Marques na decisão.
O problema central, do ponto de vista editorial, está no que a decisão deixa de lado.
Há um inquérito da Polícia Federal em andamento envolvendo Flávio Bolsonaro e o financiamento do filme Dark Horse , cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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