Lula chama governadora do DF de cínica e diz que governo federal não vai dar dinheiro para o BRB
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O presidente Lula ( PT ) chamou a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), de cínica nesta quinta-feira (16) e disse que o governo federal não ajudará a recuperação financeira do BRB (Banco de Brasília).
"A governadora, de forma cínica e mentirosa, tenta jogar a responsabilidade no governo federal. Quem quebrou o BRB foi a ligação entre o Ibaneis [Rocha] e o [Daniel] Vorcaro do Banco Master. O BRB comprou títulos que não existiam, R$ 12 bilhões", disse. "Nós não vamos deixar de pagar o Bolsa Família, não vamos dar dinheiro pro BRB".
A fala foi feita durante seu ato de campanha em Ceilândia, região administrativa mais populosa do Distrito Federal . O petista estava acompanhado do candidato do PT ao governo do DF, Leandro Grass, e das candidatas ao Senado Erika Kokay (PT) e Leila do Vôlei (PDT).
Os apoiadores chegaram por volta das 17h30, enquanto o ato iniciou por volta das 19h. A concentração ocorreu na Praça do Trabalhador, ponto tradicional de eventos da região.
Embora também tenha recebido apoio de Ricardo Cappelli (PSB), o candidato oficial de Lula para o governo do DF é Grass. Na véspera, o ex-deputado distrital também participou de um "adesivaço" de carros ao lado da primeira-dama da República, Janja Lula da Silva.
Antes do presidente, a primeira-dama discursou com foco no tema da proteção às mulheres e com pedidos para que o público não vote em "nenhum Bolsonaro". Em sua fala, Janja fez referência a Michelle Bolsonaro (PL), que é natural de Ceilândia e lidera as pesquisas de intenção de voto para ao Senado, superando Leila e Erika.
"Tem uma 'Bolsonara' daqui de Ceilândia que vocês conhecem bem", disse. "Digam não aos Bolsonaros e aos bolsonaristas".
Foram cerca de 15 mil pessoas presentes, segundo a organização. A estimativa de área útil da praça era de 5.000 m², com espaço para cerca de 20 mil pessoas, espaço quase lotado nesta quinta.
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Dentro da ala reservada à equipe da campanha, estiveram auxiliares do governo e parlamentares locais da base de Lula. Entre eles, o candidato a deputado distrital Max Maciel (PSOL) e os candidatos à Câmara Federal Fábio Felix (PSOL) e Ruth Venceremos (PT).
Lula intensificou a frequência de viagens pelo Brasil nesta reta final da corrida eleitoral, em que vive momento crítico da campanha. No último levantamento da Quaest, o presidente apareceu, pela primeira vez, dois pontos atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
A campanha do petista busca se recuperar de episódios como a associação por parte da oposição da imagem de Lula ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que teve mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, reveladas nas últimas semanas.
Além disso, aliados do petista criticaram a má distribuição de materiais para os estados, baixa articulação com partidos da base e morosidade na reação a episódios urgentes, como a própria crise do Supremo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.