Líder comunitário que teve perna amputada consegue prótese com apoio da DPE-RR: 'mudou a minha vida'
Altevir Gonçalves de Souza passa por processo de adaptação à prótese após a amputação da perna direita Defensoria Pública de Roraima/Divulgação Altevir Gonçalves de Souza, de 55 anos, líder comunitário no bairro Senador Hélio Campos, na zona Oeste de Boa Vista, conseguiu na Justiça uma prótese para a perna direita avaliada em R$ 9,8 mil.
Ele precisou amputar a perna em 2024, após passar por nove cirurgias para tentar curar o membro.
A Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR) precisou acionar a Justiça para que a Secretaria de Saúde (Sesau) fornecesse a perna mecânica.
Antes da decisão deste ano, Altevir estava dependente de muletas e bengalas para se locomover. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O g1 entrou em contato com o Governo de Roraima, mas até a última atualização da reportagem não houve resposta.
Altevir atuava na organização de atividades esportivas, culturais e sociais no Campo do Cachorrão.
Após o acidente, ele precisou interromper as ações por conta da dificuldade de mobilidade.
"A prótese mudou a minha vida.
Antes era difícil ter que ficar pulando de muleta e bengala, mas hoje já recuperei 90% da minha mobilidade e estou conseguindo me reabilitar a cada dia.
O que eu mais queria era recuperar minha mobilidade para voltar a promover meus eventos no bairro", afirmou.
Amputação Altevir teve fratura exposta em um acidente de trânsito em 2021, após a motocicleta dele ser atingida por um carro no cruzamento da avenida Brigadeiro Eduardo Gomes com a avenida Capitão Ene Garcêz.
A indicação médica para amputar veio após três anos de internações e cirurgias anteriores sem sucesso e do combate contínuo a uma infecção por bactéria hospitalar.
"Pelo fato de o valor de uma prótese ser altíssimo, me deram a dica de ir até a Secretaria de Saúde atrás do meu direito para que providenciassem o equipamento.
Quando fui lá, me informaram que teria que procurar a Defensoria Pública para, por meio judicial, forçar o bloqueio nas contas do governo e assim eu fiz", contou.
A perda da mobilidade trouxe impactos emocionais e desafios no dia a dia.
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