Caiado sinaliza idade mínima de 60 anos para entrar no STF
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, neste domingo (16), a fixação de idade mínima de 60 anos e mandato de 15 anos para indicações ao STF (Supremo Tribunal Federal) .
A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Luziânia (GO) , no primeiro dia oficial de campanha.
Segundo Caiado, a proposta é uma “posição partidária” e será levada adiante pela campanha.
“As indicações só serão a partir de 60 anos, com um currículo que credencie para ser indicado ao STF.
Depois disso, terá uma quarentena para não poder ser candidato nos próximos oito anos” , afirmou.
O candidato argumentou que a medida busca evitar que ministros indicados ainda jovens permaneçam por décadas no tribunal.
Atualmente, os integrantes do STF não têm mandato fixo e permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos.
Leia Mais Especialista contesta fundamentos de Moraes sobre sigilo da fonte Com colete à prova de balas, Renan Santos defende plano de encarceramento Lula fala em Ministério da Segurança e exalta mulheres: "Companheiras" “É uma maneira de não manter essa cultura em que se coloca uma pessoa com seus 40 anos para ficar lá 35 anos sem ter um currículo compatível”, disse.
A manifestação ocorre no mesmo dia em que Caiado iniciou oficialmente sua campanha presidencial com uma série de carreatas pelo Entorno do Distrito Federal.
A agenda começou em Águas Lindas de Goiás e passou por cidades Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental antes do encerramento em Luziânia.
Mais cedo, Caiado afirmou que pretende usar durante a campanha resultados de sua gestão no governo de Goiás como referência para as propostas que levará aos eleitores.
Plano de governo não detalha mudanças no STF Apesar da declaração deste domingo, o plano de governo apresentado pela candidatura de Caiado não dedica uma seção específica à reforma do STF.
O documento afirma, de forma genérica, que um eventual governo buscará preservar a ordem democrática e respeitar as instituições.
Entre os presidenciáveis, apenas Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) apresentam propostas detalhadas para o Supremo, ambas voltadas a restringir competências da Corte e limitar decisões monocráticas de ministros.
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