Coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro diz desconhecer paradeiro do senador
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Coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho ( PL -RN) afirmou nesta terça-feira (27) desconhecer o paradeiro do candidato derrotado à Presidência da República. Aliados afirmam que ele foi para os Estados Unidos em busca de asilo.
Marinho é líder da oposição e se reuniu na tarde desta terça com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto . "Nós todos não temos ainda informações sobre o paradeiro [de Flávio], apenas algumas notícias que já saíram na imprensa", disse o congressista a jornalistas.
O congressista ainda relatou tentar contato com o ex-candidato pela manhã, recebendo como resposta uma única mensagem de texto. "Ele dizia que iria dar um tempo hoje e que depois conversaria conosco. Foi a única comunicação que eu tive com ele, acho que em torno de 8h", explicou.
Após a derrota histórica para o presidente Lula (PT) no domingo (25), Flávio afirmou que pediria a anulação das eleições . O pleito foi marcado por problemas de transporte de eleitores e decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin para prorrogar o horário de votação.
Na segunda-feira (26), Flávio gravou um vídeo , indicando desistência do questionamento. O senador reclamou da ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes para que entregue passaportes, mas afirmou que ficaria no Brasil e lideraria a oposição.
O governo Donald Trump está ciente da ida de Flávio aos EUA e concederá vistos ao senador do PL e à família dele, autorizando a permanência no país. A informação foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca à Folha .
Flávio é alvo de dois processos criminais no Supremo. Um deles é sobre o advogado Willer Tomaz, acusado de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets. O parlamentar também é alvo de uma investigação sobre o caso Dark Horse, que envolve pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
"Por volta das 16h, conversamos com ele sobre a necessidade de agradecer os votos que ele teve e que assumisse esse papel de liderança da oposição. (...) Então, claro que ficamos surpresos e nós não temos ainda, vou reiterar, e sem notícia do paradeiro", disse.
Apesar de frisar desconhecer o paradeiro de Flávio, Marinho afirmou que compreende a decisão do senador, se ela de fato ocorreu. "Então nós evidentemente não fomos informados, mas até compreendo caso o senador Flávio tenha saído do Brasil com a família", afirmou o líder da oposição no Senado .
Para o congressista, a atuação de Moraes indica perseguição, com a ordem de apreensão do passaporte de Flávio logo após sua derrota nas urnas. "Numa democracia é muito estranho que um candidato à Presidência da República, após a proclamação do resultado, seja objeto de medida cautelar", comentou.
Além disso, Marinho demonstrou preocupação sobre num inquérito sobre possível interferência financeira estrangeira na eleição nacional. Se comprovada, a prática pode levar à cassação de um partido político.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.