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Vergonha na eleição brasileira e Lula nunca reclamou de resultado eleitoral

UOL Esporte ·
Vergonha na eleição brasileira e Lula nunca reclamou de resultado eleitoral

Durante as décadas de 1960 e 1970 reinou no sindicalismo paulista a figura de Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinzão, que apoiou o golpe de 1964, era chamado de pelego e ganhou oito eleições seguidas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

Seus opositores o acusavam de ser dócil com o patronato, ausente nas portas das fábricas, fraudador das eleições que vencia e de ter enriquecido no cargo.

Quando Lula surgiu como liderança no ABC paulista, e ouvia queixas sobre as supostas fraudes nas eleições dos metalúrgicos em São Paulo, insistia que o problema estava na desorganização da oposição, e que as queixas eram choro de perdedores.

Lula disputou, e perdeu, uma eleição para governador de São Paulo e três presidenciais, em 1982, 1989, 1993 e 1997.

Hoje, ao denunciar a sabotagem nos transportes públicos em diversas cidades brasileiras como São Paulo, Salvador e pelo interior a fora em dez estados, todas administradas por prefeitos bolsonaristas, não há como negar haver motivos suficientes para a prorrogação da votação - sem prejuízo da criminalização de prefeitos e empresários.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, ao negar a prorrogação, entra para a História do Brasil como alguém que não merece nenhuma confiança, como, aliás, já estava claro ao ser desmascarado nas orgias promovidas por Daniel Vorcaro.

Foi preciso que o ministro do STF, Cristiano Zanin, decidisse pela prorrogação.

O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes tem mais um motivo para torcer pela vitória de seu candidato.

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