Argentina registra segundo mês consecutivo com inflação abaixo de 2%
A inflação mensal na Argentina acelerou em setembro, em linha com as expectativas, permanecendo, ainda assim, pelo segundo mês consecutivo, abaixo do patamar simbólico de 2%.
Os preços ao consumidor subiram 1,9% no mês passado, em linha com a estimativa mediana dos analistas consultados pela Bloomberg.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a inflação acumulada em 12 meses recuou para 33,4%, segundo dados do governo divulgados nesta terça-feira.
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O combate à inflação continua sendo a principal prioridade e uma das maiores realizações do presidente Javier Milei desde que assumiu o cargo, há três anos, quando os aumentos anuais de preços estavam na casa dos três dígitos.
No entanto, as medidas adotadas para conter a inflação — uma taxa de câmbio mais valorizada, uma política monetária restritiva e austeridade fiscal — também têm prejudicado o crescimento econômico.
A economia argentina contraiu-se no segundo trimestre, e os economistas consultados pelo banco central no mês passado preveem uma nova queda no terceiro trimestre, o que caracterizaria uma recessão técnica.
A expectativa é que a Argentina registre crescimento econômico de 1,5% em 2026, cerca de metade do percentual projetado pelos investidores no início do ano.o p De acordo com a pesquisa do banco central, a inflação mensal deverá permanecer entre 1,6% e 1,8% até março de 2027.
Espera-se que a inflação acumulada em 12 meses desacelere para 30% até o final deste ano.
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