EUA planejam operações militares em terra contra narcotraficantes na América Latina
Os Estados Unidos pretendem ampliar para operações terrestres a estratégia militar que vêm usando contra o narcotráfico em águas internacionais, afirmou o secretário de Guerra, Pete Hegseth, na quarta-feira (12).
Segundo ele, grupos envolvidos com o tráfico poderão ser alvo de ações americanas “onde quer que” estejam operando, inclusive fora dos países que participam da Coalizão Anticartéis das Américas, iniciativa criada pelo governo Donald Trump.
“Será o mesmo efeito em terra.
Por isso, estamos trabalhando com Equador, Colômbia e outros parceiros para levar a luta às DTOs [organizações designadas como terroristas] em terra”, afirmou Hegseth.
O secretário comparou essas organizações a grupos jihadistas que há anos são alvo de operações militares dos Estados Unidos.
“Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou nossos parceiros, essas organizações são um alvo, assim como o ISIS [Estado Islâmico] ou a Al-Qaeda.” Leia também Governo Lula anuncia abertura de reciprocidade por tarifaço dos EUA Em nota, o Palácio do Planalto disse que o Ministério das Relações Exteriores está notificando o governo dos Estados Unidos sobre o início do processo Voo secreto de Trump deixou até membros do gabinete para trás; veja quem embarcou Os assessores da Casa Branca Natalie Harp e Dan Scavino estavam entre os que viajaram com o presidente em um jato militar A declaração amplia o alcance de uma ofensiva iniciada em setembro do ano passado.
Desde então, forças americanas passaram a atacar embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no leste do Oceano Pacífico.
Segundo os dados apresentados, essas ações deixaram pelo menos 215 mortos.
A estratégia poderia alcançar organizações envolvidas em diferentes etapas do narcotráfico, do comércio de cocaína na América do Sul ao fentanil no México.
O secretário também incluiu remanescentes de guerrilhas colombianas entre os grupos que considera alvos possíveis.
“Não vamos submetê-los a um processo judicial, onde sabemos que serão liberados.
Vamos destruir estas redes com todas as capacidades do governo americano”, afirmou.
Efeitos no Brasil Em junho, os Estados Unidos incluíram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) nessa classificação.
O Brasil, porém, não participa da Coalizão Anticartéis das Américas.
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