SLC Agrícola: Restrições da UE são administráveis com novos mercados
O agronegócio brasileiro vive um momento de transição positiva, com sinais de recuperação nos preços das principais commodities após um ciclo de baixa que se estendeu de 2024 até meados de 2026.
A avaliação é de Aurélio Pavinato, diretor presidente da SLC Agrícola que participou do Fórum CEO Brasil, encontro que reúne lideranças empresariais para discutir desafios, tendências e oportunidades no ambiente de negócios do país.
Em entrevista ao CNN Cast, Pavinato destacou o papel estratégico do setor na produção de alimentos para a população brasileira e mundial.
“O agro desempenha esse papel estratégico de alimentar a população brasileira e mundial.
A população mundial cresceu na medida em que a gente foi capaz de produzir alimentos em abundância”, afirmou.
Leia Mais Mirando novo perfil, Coca-Cola lança versão sem açúcar e cafeína no Brasil Estapar bate recorde de receita e mira dobrar operações Com aumento de 32% da receita, Rule of 50 já é uma realidade no Inter Segundo o executivo, o agronegócio brasileiro é um caso de sucesso em evolução tecnológica e passou por uma verdadeira revolução produtiva nos últimos 50 anos.
Pavinato explicou que as commodities agrícolas operam em ciclos de alta e baixa e que o período recente de retração já começa a ser revertido.
“Quando a gente olha os preços de todas as commodities — soja, milho, algodão, trigo, café, açúcar — elas já subiram de preço em relação ao patamar que estavam”, disse.
De acordo com ele, os preços dessas commodities já estão entre 15% e 30% acima dos níveis registrados no início do ano.
Apesar da alta nos custos de produção, especialmente dos fertilizantes, pressionados por conflitos internacionais, a perspectiva para o setor é positiva.
“A expectativa é que 2027 será melhor do que foi 2026.
Mesmo assim, a gente deverá ter um 2027 melhor do que 2026 para o setor como um todo”, projetou.
Tarifas, exportações e restrições comerciais Sobre o aumento das tarifas internacionais, Pavinato afirmou que os efeitos são mais diretos sobre os produtos destinados aos Estados Unidos.
Para os demais mercados, segundo ele, o cenário permanece favorável.
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