Defesa contesta prisão de vereador e diz que acusações não têm provas
A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do vereador Dionaldo Morinigo (PDT), de 49 anos, detido na noite de sexta-feira (18), em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande.
Segundo o advogado Marcos Ivan, a defesa tentará obter a liberdade do parlamentar na audiência de custódia marcada para as 10h deste domingo (20).
Dionaldo, que também é subtenente do Corpo de Bombeiros, foi preso após se envolver em um acidente com uma VW Saveiro conduzida por um adolescente de 17 anos.
Conforme o boletim de ocorrência, o jovem ficou gravemente ferido.
O registro aponta ainda que o vereador deixou o local, tentou subornar um policial, fez ameaças e estava armado.
A defesa contesta a versão policial e aponta irregularidades na prisão.
Para Marcos Ivan, o caso começou como um acidente de trânsito e não há provas suficientes para sustentar as demais acusações.
“O que aconteceu foi um acidente de trânsito”, afirmou.
Um dos pontos questionados é a acusação de corrupção ativa.
O advogado afirma que ela se baseia apenas no depoimento do policial que fez a abordagem.
“Não há gravações ou outras testemunhas que comprovem a oferta de dinheiro”, disse.
Já o boletim relata que, após ser acompanhado por um escrivão da Polícia Civil que presenciou o acidente, Dionaldo perguntou se havia uma maneira de “resolver ali” a situação para evitar o acionamento de outros órgãos.
A declaração foi registrada como tentativa de corrupção ativa.
Marcos Ivan também contesta a acusação de embriaguez ao volante e destaca que não houve teste do bafômetro nem exame de sangue.
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