MPF pede condenação de ex-servidores da Funai e garimpeiros por esquema de propina em ouro na Terra Yanomami
Rio Uraricoera na Terra Yanomami Samantha Rufino/g1 RR O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal de Roraima a condenação de dois ex-servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de quatro garimpeiros por um esquema de corrupção na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
Os réus são acusados de cobrar propina em ouro dos garimpeiros para permitir a extração ilegal do minério e vazar informações sobre operações de fiscalização para que eles conseguissem fugir.
Os crimes ocorreram no Rio Uraricoera entre 2012 e 2014.
São réus no processo: João Batista Catalano (coordenador da Funai) - acusado de cobrar propina, exploração ilegal de ouro e organização criminosa; Paulo Gomes da Silva, o "Paulão" (coordenador Técnico da Funai) - acusado de cobrar propina, exploração ilegal de ouro e organização criminosa; Pedro Emiliano Garcia, o "Pepe Prancheta", garimpeiro condenado pelo extermínio de indígenas Yanomami no Massacre do Haximu - acusado de cobrar propina, exploração ilegal de ouro e organização criminosa; Luiz Florentino Teixeira, o "Banana" (garimpeiro) - acusado de cobrar propina, exploração ilegal de ouro e organização criminosa; Odenival da Silva Gonçalves, o "Carneiro" (garimpeiro) - acusado de cobrar propina, exploração ilegal de ouro e organização criminosa; Antônio de Almeida Oliveira (garimpeiro) - acusado de exploração ilegal de ouro e organização criminosa; O g1 procurou a defesa de todos os citados, mas não teve resposta de alguns deles até a última atualização.
Em nota, a defesa de Pedro Emiliano afirma que não há provas de que ele tenha cobrado, recebido ou intermediado propina ou ouro de garimpeiros e que as acusações foram baseadas em boatos espalhados por garimpeiros para enfraquecer a fiscalização da Funai.
A defesa também diz que Pedro foi absolvido em uma ação de improbidade relacionada aos mesmos fatos, que seu patrimônio é compatível com sua renda e pede que ele seja absolvido no processo criminal.
A defesa de Antônio destacou que o processo "não produziu prova judicial suficiente, segura e individualizada apta a demonstrar, além de dúvida razoável, que Antônio tenha sido proprietário ou administrador de balsa, explorado ouro, arrecadado minério ou valores, efetuado pagamentos a agentes públicos ou integrado, conscientemente, organização criminosa." ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Até esta terça-feira (25), a Justiça Federal ainda não havia analisado o pedido feito pelo MPF em julho de 2026.
O processo tramita na 4ª Vara Federal, em Boa Vista.
A solicitação, assinada pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, integra um processo de 2018.
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