VÍDEO: Cadeirante atravessa rua com lama e buracos para poder chegar em via pavimentada no Acre
Cadeirante precisa atravessar rua com lama para chegar à via pavimentada no AC "Eu já peguei duas quedas aqui.
Já voltei para casa porque estava todo melado de lama".
Esta é a situação do cadeirante Cláudio Balduíno, um dos moradores da Travessa da Invasão, no bairro Canaã, em Rio Branco, que enfrentam lama, buracos e falta de pavimentação para conseguir se deslocar e chegar à avenida principal.
Para ele, que depende da cadeira de rodas para se locomover e que mora há mais de cinco anos no fim da via, atravessar o trecho de cerca de um quilômetro até a rua pavimentada é ainda mais difícil.
Em um dos pontos, Cláudio precisa descer da cadeira, sentar no asfalto e puxá-la para conseguir vencer o desnível e continuar o trajeto. (Assista ao vídeo acima) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp 👉 Ao g1, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra) informou que a pasta esteve no local nesta sexta-feira (18) e que a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) foi autorizada a fazer uma intervenção paliativa na via para melhorar as condições de tráfego. (Confira o posicionamento completo mais abaixo) Cláudio Balduíno precisa sentar no asfalto e puxar a cadeira de rodas para conseguir chegar à rua pavimentada, em Rio Branco Reprodução/Rede Amazônica Chuva e lama Quando chove, a situação se agrava: a rua de terra fica tomada pela lama, com pontos em que veículos chegam a atolar.
No caso de Claudio, ele leva mais de uma hora para conseguir sair de casa e já deixou até de ir a consultas médicas por causa das condições da via.
“Quando aqui está com lama, demoro cerca de 1h15, 1h30, depende do dia que esteja bom de andar [na via].
Se chegar o inverno agora, como que eu vou ficar? Isolado?” relatou.
As marcas de lama nas mãos e nas rodas da cadeira mostram parte do esforço necessário para atravessar a via.
Em alguns pontos, Cláudio precisa pedir ajuda para continuar o trajeto.
Segundo ele, a dificuldade não fica restrita apenas aos dias de chuva.
A falta de pavimentação e de drenagem também prejudica a entrada de carros na travessa. ''Nem carro entra aqui, nem Samu.
No dia que passei mal porque a apendicite estourou, meu filho precisou me levar no braço até a beira da rua porque ninguém entra aqui'', disse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Acre.