AtlasIntel/Bloomberg: Aprovação de Lula recua, e pesquisa aponta novo vetor de desgaste com caso Lulinha
A aprovação do presidente Lula (PT) recuou de 47,6% para 45,4% em um mês, enquanto a desaprovação avançou de 51,2% para 52,9%, segundo a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (31/8).
Com o movimento, a diferença entre os dois indicadores chegou a 7,5 pontos percentuais, ampliando o saldo negativo do presidente em um momento em que a campanha começa a entrar na fase mais decisiva da eleição.
O levantamento também traz um sinal de alerta adicional para o Planalto: o caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva , o Lulinha.
Para 52,6% dos entrevistados, ele tentou influenciar decisões do governo para beneficiar empresários.
Mais importante, 60,7% dizem que as investigações pioraram a imagem que tinham do governo Lula: 43,4% afirmam que pioraram muito e 17,3%, um pouco.
Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas O efeito potencialmente eleitoral do episódio também chama atenção.
59,4% avaliam que as investigações podem prejudicar a candidatura de Lula à reeleição, sendo 34,8% que veem possibilidade de muito prejuízo e 24,6% de algum prejuízo.
O dado não significa que o caso já tenha produzido uma migração de votos, mas indica que o episódio ultrapassou a dimensão pessoal e passou a representar um risco para a imagem do governo e para a campanha do presidente.
A força de Lula está concentrada nos mais velhos Os cruzamentos demográficos mostram uma eleição ainda fortemente polarizada.
Lula tem sua maior taxa de aprovação entre os eleitores com 60 anos ou mais, com 63,2%, enquanto enfrenta seu pior resultado entre os jovens de 16 a 24 anos: 76,9% desaprovam o presidente e apenas 19,9% o aprovam.
A desaprovação também supera 60% entre os eleitores de 25 a 34 anos.
A clivagem religiosa permanece especialmente forte: 76,1% dos evangélicos desaprovam Lula, contra 22% que aprovam.
Entre católicos, ocorre o inverso, com 55,4% de aprovação e 43,7% de desaprovação.
Regionalmente, o presidente encontra sua maior resistência no Centro-Oeste (65,7% de desaprovação) e no Sudeste (57,5%), enquanto o Nordeste continua sendo a região em que apresenta melhor desempenho, com 54,7% de aprovação.
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