Domo de Orgia, sem dinheiro ou comércio, mortes e mais: por dentro do festival Burning Man
O Burning Man não é exatamente um festival de música.
É uma cidade! Na última semana de agosto e na primeira de setembro, uma metrópole temporária chamada Black Rock City surge do nada no Deserto de Black Rock, em Nevada, nos Estados Unidos, e desaparece por completo uma semana depois.
Em 2026, o evento ocorreu de 30 de agosto a 7 de setembro, reuniu cerca de 70 mil pessoas e terminou com o maior número de mortes em um único ano em seus 40 anos de história.
Mas as mortes são apenas um dos capítulos de um evento que, desde 1986, desafia qualquer rótulo.
O Burning Man já foi descrito como experimento social, religião secular, o maior encontro de arte efêmera do mundo e uma das experiências mais radicais que alguém pode viver em território americano.
Nenhuma dessas definições está errada.
Nenhuma delas, porém, dá conta do todo.
Para entender o que acontece lá dentro, é preciso entender o que não existe: dinheiro, palco principal, lineup oficial, espectadores.
Todo mundo participa.
Tudo é construído pelos próprios Burners — nome dado às pessoas que frequentam o evento.
E, ao final, tudo é desmontado.
O deserto deve ser deixado exatamente como foi encontrado.
Como tudo começou O Burning Man nasceu em 22 de junho de 1986, em uma praia de San Francisco, quando Larry Harvey e Jerry James decidiram queimar uma escultura de madeira em forma humana para celebrar o solstício de verão.
O ato atraiu curiosos, virou ritual e cresceu rapidamente.
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