Lula decide pedir anulação da candidatura de Flávio por ‘interferência’ da Meta
O presidente Lula (PT) intensificou sua ofensiva contra Flávio Bolsonaro (PL), ao decidir nesta terça-feira (20) pedir à Justiça Eleitoral que anule a candidatura à Presidência de seu adversário, devido a uma suposta interferência da empresa Meta em favor do senador.
A gigante americana da tecnologia é alvo de denúncias de Lula por suspeita de prejudicá-lo em suas plataformas frente a Flávio.
Embora a Meta negue as acusações, admitiu que houve falhas, como a desativação de anúncios da campanha do petista, que atribuiu a “incidentes” técnicos que não teriam afetado apenas o Brasil.
A equipe de Lula vai apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um recurso por manipulação algorítmica por parte da Meta, que inclui um pedido de revogação da candidatura de Flávio, disse à AFP uma fonte da campanha.
Já uma fonte do tribunal informou à agência que a Meta e os advogados das duas campanhas vão se reunir hoje no TSE.
Lula, 80, busca o quarto mandato, diante do senador de direita, 45, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022).
As pesquisas mais recentes apontam um empate técnico no segundo turno.
Falhas recorrentes – A Meta afirmou hoje que cumpriu a ordem do TSE de garantir o mesmo tratamento aos dois candidatos.
Ontem, o tribunal deu à empresa americana um prazo de 24 horas para comprovar o cumprimento do tratamento igualitário entre Lula e Flávio, após considerar que ela não havia tomado as providências exigidas na semana passada.
Do contrário, estaria sob pena de multa diária de cerca de 1 milhão de reais.
Após o primeiro turno, a campanha de Lula acusou a Meta de “interferência” nas eleições, por restringir o alcance de seu conteúdo no Instagram e no WhatsApp.
Também denunciou que a ferramenta de inteligência artificial da Meta se negava a gerar conteúdo eleitoral de Lula, mas não de seu adversário.
Entre as medidas adotadas, a Meta afirmou que apenas os candidatos e partidos registrados na Justiça Eleitoral poderiam fazer anúncios em suas redes, e informou ter tirado de circulação 720 publicações com conteúdo gerado por inteligência artificial sem a devida identificação.
O Comitê de Supervisão da empresa, que verifica de forma independente as plataformas do grupo, afirmou nesta terça-feira que constatou “falhas recorrentes” relacionadas a conteúdo sobre as eleições presidenciais no Brasil e as legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.