Deezer Live: quando o streaming entende que ouvir música não é a mesma coisa que vivê-la
Durante anos, as plataformas de streaming disputaram nossa atenção com catálogos cada vez maiores, algoritmos mais sofisticados, playlists personalizadas e uma infinidade de recursos para nos manter conectados.
A música ficou mais acessível do que nunca, mas também passou a ser consumida de maneira cada vez mais individual, fragmentada e, muitas vezes, distraída.
Temos milhões de músicas disponíveis na palma da mão, mas isso não significa necessariamente que estejamos mais próximos dos artistas que admiramos.
É justamente nessa contradição que chega uma das iniciativas mais interessantes da Deezer nos últimos tempos.
A plataforma anunciou o Deezer Live , um projeto de apresentações exclusivas que pretende levar a música para diferentes espaços de São Paulo, aproximando artistas e fãs em experiências que não podem ser reproduzidas dentro de um aplicativo.
A estreia acontece no dia 27 de outubro, com Luísa Sonza , no Pavilhão das Culturas Brasileiras, dentro do Parque Ibirapuera.
Os ingressos não são comercializados e o acesso acontece por meio do Deezer Club, programa de benefícios destinado aos assinantes da plataforma.
Orgulho de escrever que estaremos por lá, produzindo conteúdo e acompanhando o projeto.
Deezer Live mostra que as pessoas não são só números Até aqui, alguém poderia argumentar que não existe exatamente uma grande novidade em uma marca promover shows exclusivos para seus clientes.
E estaria certo.
A indústria da música e as marcas fazem isso há décadas.
O que me interessa, entretanto, não é o formato isoladamente, mas a mudança de perspectiva que representa quando pensamos no papel das plataformas de streaming dentro da cultura.
Até porque, quando praticamente todos os serviços oferecem acesso às mesmas músicas, aos mesmos artistas e a experiências digitais relativamente semelhantes, o que realmente diferencia uma plataforma da outra? Preço? Interface? Qualidade do áudio? (são poucos que entendem e/ou sente a diferença, né?) Algoritmo? Tudo isso importa, claro, mas talvez já não seja suficiente para construir uma relação que ultrapasse a conveniência de uma assinatura mensal.
Construir e gerir comunidades é diferente de ter uma audiência… E essa diferença começa a ficar mais evidente quando uma marca deixa de tratar as pessoas apenas como números de consumo e passa a oferecer motivos concretos para que elas queiram fazer parte de alguma coisa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tenhomaisdiscosqueamigos.com — o conteúdo pertence a Tenho Mais Discos Que Amigos.