Negacionismo impulsiona sarampo nos EUA e representa ameaça ao Brasil
Mudanças recentes no calendário vacinal dos Estados Unidos, impulsionadas por discursos antivacinação do governo Donald Trump, ajudam a explicar por que o país está passando pelo pior surto de sarampo em mais de três décadas .
Mais de 4,4 mil casos já foram confirmados este ano, com três mortes.
Entre os infectados, 98% não estavam totalmente vacinados.
A avaliação do diretor do Programa Nacional de Imunizações do Brasil, Eder Gatti, é que os Estados Unidos passam por um período de retrocessos que ameaça todo o continente .
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São Paulo tem três novos casos de sarampo; total chega a 40 este ano.
Nova York declara estado de emergência por surto de sarampo.
"O governo americano, além de chancelar discursos negacionistas, tem um secretário de Saúde, que é o equivalente ao nosso ministro, declaradamente antivacina", destaca.
"Espero que o mundo não olhe isso como exemplo.
Eles estão colhendo frutos.
A vacina contra o sarampo é uma vacina de bloqueio.
Quem se vacina não pega nem transmite.
O descontrole de casos lá [nos EUA] está muito relacionado a esse discurso crescente negacionista", complementa o diretor do PNI. >> Nova York declara estado de emergência por surto de sarampo Placa de alerta sobre o sarampo afixada na entrada do Cohen Children's Medical Center, em New Hyde Park, Nova York REUTERS/Shannon Stapleton/Proibida reprodução Casos importados O aumento da ocorrência em outros países aumenta a pressão sobre o Brasil , que registrou 61 casos da doença este ano, a maioria com origem importada.
Como não há transmissão sustentada da doença em território nacional desde 2024, o país permanece certificado como área livre do sarampo, mas a manutenção desse status tem sido desafiadora.
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