Saiba como atuava grupo acusado de desviar quase R$ 3 milhões de creches públicas do DF
Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) TV Globo/Reprodução Produtos comprados por um valor e revendidos por outro.
Notas fiscais que aumentavam a quantidade de mercadorias adquiridas.
E até mensagens sobre etiquetas adulteradas para alterar a validade de carnes.
Esses são alguns dos elementos apontados pelo Ministério Público do Distrito Federal na denúncia que acusa quatro pessoas de desviar quase R$ 3 milhões destinados à gestão de creches públicas da capital.
Segundo a acusação, a organização da sociedade civil Lar Educandário Nossa Senhora Mont Serrat recebeu mais de R$ 52,8 milhões em repasses públicos para administrar Centros de Educação da Primeira Infância (CEPIs) conveniados com a Secretaria de Educação do DF.
Para o MP, entre janeiro de 2019 e novembro de 2023, o então presidente da entidade, Rainier Katlheen Jesus Gomes Silva, comandou um esquema que envolvia a esposa, a cunhada e o concunhado.
Os quatro teriam desviado R$ 2.991.744,80 em recursos públicos.
Relembre no vídeo abaixo a operação deflagrada em 2023: Operação investiga desvio de dinheiro público por creches conveniadas ao GDF O grupo é acusado de usar empresas ligadas à família para superfaturar compras, inserir valores fictícios em notas fiscais e desviar recursos públicos destinados às creches.
De acordo com a promotoria, cada um dos denunciados exercia uma função específica na operação – gestão dos recursos, a emissão de documentos fiscais, a movimentação financeira e o funcionamento das empresas utilizadas no esquema.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF) informou que não recebeu, até a última atualização desta notícia, notificação oficial sobre o desdobramento.
"Caso seja formalmente comunicada pelos órgãos competentes, a Secretaria prestará os esclarecimentos necessários e fornecerá as informações pertinentes, dentro de suas atribuições, contribuindo com as autoridades responsáveis para o esclarecimento dos fatos", disse a pasta.
Como funcionava o esquema, segundo o MP A investigação apontou que o grupo administrava as seguintes unidades: CEPI Sucupira (Samambaia) CEPI Capim Dourado (Ceilândia Norte) CEPI Bem-ti-vi (Samambaia) Segundo a denúncia, alimentos, produtos de higiene e materiais escolares eram comprados em supermercados e distribuidores e, posteriormente, revendidos ao Lar Educandário Nossa Senhora Mont Serrat por empresas controladas por familiares dos investigados.
Na revenda, as notas fiscais registravam preços mais altos e, em alguns casos, quantidades superiores às efetivamente adquiridas. ➡️ Um dos exemplos citados pelo Ministério Público envolve a compra de açúcar em fevereiro de 2019.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Distrito Federal.