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Setor de renováveis do Brasil busca retomada em 2027 com continuidade do governo Lula

UOL Notícias ·
Setor de renováveis do Brasil busca retomada em 2027 com continuidade do governo Lula

São Paulo | Reuters O setor de energias renováveis do Brasil, que enfrenta grave crise, espera que o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) ajude a promover a retomada de investimentos para 2027 com a implementação pelo governo de medidas que vinham sendo estudadas nos últimos quatro anos, disseram executivos e representantes do setor nesta terça-feira (27).

Entre os desafios a serem superados, o setor destaca a redução dos cortes de geração renovável , principalmente através da integração de novas tecnologias e ampliação das redes elétricas, e estímulos para um crescimento mais forte da demanda por energia, como a atração de projetos de data centers e de indústria "verde".

"O governo Lula ficou um bom tempo estudando, diagnosticando, propondo e fazendo planos, mas não houve tempo de implementação, principalmente da lógica de nova indústria brasileira. Então, é nesse contexto que nós entendemos que haverá implementação [no próximo mandato]", disse Elbia Gannoum, presidente da associação ABEEólica, durante o evento Brazil Wind Power.

A ABEEólica ainda prevê uma queda das instalações de parques eólicos em 2026, mas comemora os novos investimentos anunciados ao longo deste ano por geradoras como Casa dos Ventos e a norueguesa Statkraft. Segundo Gannoum, esses aportes já se refletem agora "no chão de fábrica" da cadeia eólica, e vão se concretizar em adição de nova oferta da fonte a partir de meados de 2027.

"Ano que vem e em 2028 a gente já vê uma indústria [eólica] em curva crescente", disse ela, acrescentando que a "nova indústria brasileira" poderá viabilizar, a partir de 2030, adição de oferta eólica na casa de 6 a 7 gigawatts por ano.

O setor de energias renováveis, frequentemente citado por Lula como um trunfo da economia brasileira em seus discursos, foi relembrado pelo presidente no domingo. Na primeira fala após sua reeleição , Lula associou as renováveis à indústria de data centers, ressaltando o potencial do Brasil para alimentar o consumo de energia desses projetos a partir de fontes limpas.

André Salgado, CEO da francesa EDF Power Solutions, destacou que os data centers serão um propulsor importante de demanda para novos projetos de energias renováveis no Brasil, mas que o país precisará melhorar o planejamento para acomodar essas grandes cargas na rede elétrica nacional.

"Não adianta continuar instalando tudo no Sudeste, do lado de São Paulo [principal eixo de data centers], quando a nossa geração de energia está no Nordeste e no Norte", afirmou ele, no evento.

Outro tema recorrentemente citado entre os desafios para o próximo governo são os cortes da geração renovável, ou "curtailments", que ocorrem quando a rede elétrica atinge seus limites operacionais. O problema se tornou uma das principais preocupações do setor elétrico brasileiro, já que vem causando prejuízos bilionários aos geradores e desperdício de energia limpa .

Vários grandes geradores de energia interromperam novos investimentos em renováveis no país e condicionam sua retomada ao avanço de soluções para a questão. Embora o Brasil já tenha definido ressarcimentos retroativos para parte dos cortes, ainda há incertezas regulatórias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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