Aliados de Trump encomendam pesquisa para medir impacto de sanções a Moraes
Aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encomendaram uma nova pesquisa de opinião no Brasil para avaliar como uma eventual intensificação da pressão de Washington sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode repercutir na eleição presidencial brasileira .
O jornalismo da Jovem Pan confirmou a realização do levantamento com uma fonte que teve acesso ao documento.
A pesquisa teria sido conduzida pelo instituto norte-americano McLaughlin & Associates, que tem histórico de atuação junto ao círculo político de Trump. Cerca de 2 mil brasileiros foram ouvidos nesta nova rodada.
O levantamento não deve ter divulgação pública. Segundo a fonte ouvida pela Jovem Pan, os dados foram produzidos para circulação restrita e devem servir de subsídio para avaliações políticas nos Estados Unidos sobre o cenário brasileiro .
Um dos principais pontos analisados é o impacto que uma eventual retomada ou ampliação de sanções contra Moraes e outras autoridades brasileiras poderia provocar na disputa pelo Palácio do Planalto.
Na prática, os responsáveis pela sondagem procuram identificar como o eleitor brasileiro reage a um aumento da pressão norte-americana sobre integrantes do Supremo e, principalmente, se esse movimento produz algum efeito sobre as intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) .
A pesquisa procura identificar se uma postura mais dura do governo americano em relação ao STF fortaleceria eleitoralmente Flávio Bolsonaro ou se, ao contrário, poderia provocar uma reação no eleitorado brasileiro capaz de beneficiar Lula.
O levantamento ocorre em um momento em que Alexandre de Moraes volta a ocupar posição central nas discussões entre integrantes da direita brasileira e aliados políticos de Trump nos Estados Unidos .
A possibilidade de novas medidas norte-americanas contra o ministro voltou ao debate político, incluindo discussões sobre a Lei Magnitsky e eventuais sanções contra outras autoridades brasileiras. Com a eleição presidencial brasileira se aproximando, aliados de Trump querem entender também as consequências políticas e eleitorais que uma nova ofensiva poderia produzir.
A preocupação é saber até que ponto uma pressão externa sobre integrantes do Supremo influencia a decisão do eleitor brasileiro. Uma das hipóteses avaliadas é que o endurecimento de Washington possa mobilizar eleitores críticos ao STF e beneficiar Flávio Bolsonaro .
Existe, no entanto, a possibilidade de um efeito contrário. Uma escalada da pressão americana poderia ser interpretada por parte da população como interferência dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil, provocando uma reação capaz de favorecer Lula. É justamente esse impacto que o levantamento pretende dimensionar.
A questão é considerada relevante nos Estados Unidos porque uma nova rodada de sanções pode produzir efeitos distintos dentro do eleitorado brasileiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.