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Alzheimer: estudo identifica ondas cerebrais que podem ajudar a prever risco da doença

G1 ·
Alzheimer: estudo identifica ondas cerebrais que podem ajudar a prever risco da doença

Alzheimer: estudo identifica ondas cerebrais que podem ajudar a prever risco da doença Adobe Stock A atividade cerebral é caracterizada por ondas elétricas que podem ser registradas na superfície do crânio por meio de um exame chamado eletroencefalograma (EEG).

A amplitude e a frequência dessas ondas variam conforme as tarefas realizadas.

No Instituto do Cérebro do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris, uma equipe de pesquisadores estuda o papel dessas ondas nos mecanismos cognitivos dos adultos, especialmente aqueles relacionados à atenção.

Nos últimos anos, pesquisadores descobriram que ondas lentas, semelhantes às observadas durante o sono, também podem ser detectadas quando a pessoa está acordada.

Os neurocientistas Thomas Andrillon e Delphine Oudiette, que trabalham no instituto parisiense, utilizaram essas informações como ponto de partida para um projeto que investiga uma possível relação entre essas ondas e o risco de desenvolver demência ou doença de Alzheimer no futuro.

As pesquisas abrem caminho para a identificação de um fator preditivo da doença, com o objetivo de antecipar diagnósticos e retardar o aparecimento dos sintomas.

Em estado de vigília, a atividade dessas ondas lentas costuma aumentar após um esforço cognitivo ou durante tarefas que exigem alta concentração.

Elas também são mais frequentes quando há privação de sono e lapsos de atenção.

Pierre Champetier, pesquisador do Instituto do Cérebro e primeiro autor de um dos estudos, explica que neurônios de determinadas regiões cerebrais sincronizam sua atividade, de forma semelhante ao que ocorre durante o sono, mesmo quando a pessoa está acordada.

Segundo ele, essa observação pode ser importante para compreender melhor a doença de Alzheimer.

Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 "Além dos problemas de memória, pacientes com doenças neurodegenerativas frequentemente apresentam déficits de atenção e distúrbios do sono", explica.

"O descanso costuma ser mais fragmentado, e diferentes fases do sono são alteradas, em especial o sono REM (Rapid Eyes Mouvement) e as ondas lentas características do sono profundo.

Há cerca de quinze anos, diversos estudos sugerem que essas ondas lentas desempenham um papel importante na manutenção da saúde cerebral", acrescenta.

Análise de dados existentes A equipe analisou dados de uma coorte de cerca de 300 participantes entre 70 e 85 anos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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