A receita da mais radical transformação de uma região vinícola no país
Localizada a 60 quilômetros da capital, São Roque é a região mais tradicional de produção de vinhos do estado.
Durante muito tempo, foi associada a produtos adocicados de baixa qualidade, feitos com uva americana e vendidos em garrafões de 5 litros envoltos em treliça.
No terreno do turismo, era conhecida por excursões populares realizadas aos domingos.
Parecia impossível mudar essa imagem.
Nos últimos anos, no entanto, o panorama vem mudando graças a grandes investimentos.
De uns tempos para cá, os produtores locais começaram a investir em vinhos de alta qualidade, que conquistaram medalhas em importantes avaliações.
A infraestrutura para visitantes também começou a se sofisticar, de forma a atender o público que vem da capital em busca de conforto e novas experiências.
Com isso, a região desponta como uma das promissoras do país em investimentos ligados à viticultura.
Quem lidera essa transformação é uma empresa familiar centenária, o Grupo Góes, que pretende tirar do papel um projeto que combina hotel, condomínio de alto padrão, vinhedos e experiências de enoturismo.
A ideia é ocupar parte de uma área de mais de 100 hectares que pertenceu à italiana Cinzano nos anos 1950 e que hoje integra o patrimônio do clã.
Ali será erguido um hotel boutique, com investimento estimado em 15 milhões de reais, além de um condomínio de casas.
Toda essa estrutura ficará pronta entre 2029 e 2031.
“É para aquela pessoa e para aquela família que gostam de vinho e da boa vida do interior”, explicou Claudio Góes, quarta geração da família, durante uma conversa para o programa Al Vino, exibido na última terça-feira, na Veja+TV .
O modelo é inspirado em empreendimentos como o The Vines, em Mendoza, na Argentina.
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