Fernando Haddad propõe uso de IA para zerar filas do SUS em SP
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, declarou nesta segunda-feira (14) que pretende aplicar inteligência artificial para reduzir as filas de espera na saúde pública paulista e renegociar contratos estaduais. Em entrevista exclusiva ao telejornal SP1, da TV Globo, o político apresentou propostas para a reestruturação da rede hospitalar e a revisão de concessões públicas.
O postulante ao governo estadual criticou o atual sistema de regulação de atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), classificando a tecnologia do serviço de vagas regionais como obsoleta frente às demandas atuais.
"A inteligência artificial era uma promessa. Hoje eu consigo fazer mais pela segurança, pela educação e pela saúde, dando um choque de produtividade nos serviços citar um exemplo o Cross - é uma tecnologia totalmente defasada a regulação da fila do SUS no estado de São Paulo está no tempo do telefone fixo. Não está no tempo da modernidade", afirmou.
Para otimizar o atendimento, o ex-ministro da Fazenda propôs a integração do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com a rede de leitos e a renegociação de passivos financeiros das Santas Casas.
"Se nós dermos um choque de gestão, integrando o Samu, no qual o governo do Estado não põe dinheiro, integrando os leitos hospitalares, fazendo um pacto com as Santas Casas e eu quero falar depois, se você me permitir das Santas Casas, porque eu vou renegociar dívidas das Santas Casas - e criar uma central de compras nas Santas Casas para diminuir os custos das entidades, abrindo espaço orçamentário dentro das Santas Casas para atender mais e melhor", declarou.
Além do setor de saúde, o petista informou que pretende revisar os termos da privatização da Sabesp e de concessionárias de transporte e infraestrutura vigentes na administração estadual.
"Como ministro da Fazenda, tive que escrever vários contratos do então ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas. Num único contrato com a Vale do Rio Doce, nós conseguimos recuperar R$ 4 bilhões de reais para os cofres públicos sob patrocínio do Tribunal de Contas da União (TCU). Fizemos um trabalho conjunto. Tem muito contrato aqui que eu vou ter que rever primeiro, porque se o Estado está sem dinheiro está com o dinheiro em caixa suficiente para uma semana. Isso não existe. Nós temos que ampliar o caixa do Estado, cortando contratos de fornecedores, renegociando contratos de fornecedores e também renegociando os contratos de privatização Free flow CPTM e Sabesp", declarou.
O entrevistado citou o aumento de reclamações em órgãos de defesa do consumidor para justificar o endurecimento das cobranças às prestadoras de serviços privados.
"Vou encabeçar uma equipe que vai rever esses contratos como eu fiz com o Ministério da Fazenda. Vou dizer: 'vocês estão oferecendo um serviço mais caro, pior quando fornecem água e as queixas do Procon estão batendo recordes'. Não dá para ser assim, com uma empresa que sempre funcionou bem.
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