Ler o mundo como ele é também forma bons investidores
De vez em quando eu acho que a gente precisa falar de outras coisas antes de falar de mercado.
E meu trabalho lá no Market Makers tem me mostrado diariamente que nos formar como melhor cidadãos, pais, maridos, executivos, nos forma também melhores investidores a reboque.
Por isso, esses dois livros que indico hoje estão nessa categoria de conversas necessárias, de formação – ou de reformulação.
O primeiro é mais uma incursão da jornalista especialista em longevidade Mariza Tavares.
Em “Sexo 60+: prazer sem data de validade”, a autora escreve sobre os desafios e delícias de ser transão depois dos 60 anos.
Ora, se sexo já é um tema tabu – e talvez você tenha torcido o nariz só de ler o título do livro -, imagine o sexo sexagenário.
Mas a questão é que, como dizia uma certa propaganda de TV nos anos 1990, “sexo é vida”.
E aos 60 anos hoje, temos muito mais vida do que tínhamos nos anos 1990.
A preocupação das pessoas com mais de 60 anos com vitalidade e potência sexual nos dá sinais sobre como esse público, que antes era relegado a “aposentados com potencial de consumo limitado”, é hoje ativo na economia e no mercado.
Dados da B3 apontam que, em dez anos, o número de investidores nessa faixa etária cresceu 358%.
Não sejamos pueris: o sexo tem muito a ver com isso, como causa ou consequência.
Aliás, o mesmo sexo já movimentou uma indústria inteira – antes de o Ozempic revolucionar a farmácia e a Novo Nordisk, o Viagra fez isso com a Pfizer.
O outro livro que indico também vai num tema árido e necessário.
Em “Cartas além do armário: Outras vozes LGBT+”, o jornalista Fred Itioka dá continuidade ao projeto iniciado em “Cartas fora do armário”, em que convida pessoas LGBTs a escrever cartas para quem gostariam de dizer o que nunca ousaram: como ser quem se é impactou os laços afetivos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.