Judiciário, economia e segurança estão entre as prioridades de senadores eleitos
A reforma do Judiciário, o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a economia e a segurança pública estão entre os temas que devem mobilizar os senadores eleitos para a próxima legislatura.
Entre os 54 escolhidos pelas 27 unidades da federação, 14 foram reeleitos, 38 ocuparão o Senado pela primeira vez e dois já exerceram o cargo em legislaturas passadas.
O impeachment de ministros do STF por crime de responsabilidade foi defendido por parlamentares ouvidos pela Rádio Senado e pela TV Senado.
É o caso do senador Plínio Valério (PSDB-AM). — A gente precisa, sim, discutir impeachment de ministros.
Pelo menos analisar e colocar em votação.
Esse é meu compromisso com a nação — afirmou o senador.
Reeleito, Plínio defende a reforma do Judiciário.
Ele é autor da PEC 16/2019, que propõe fixar mandatos de oito anos para ministros do STF.
Para Carlos Jordy (PL-RJ), eleito pela primeira vez para o Senado, é preciso que a Casa resgate seu papel constitucional de fiscalizar o STF.
Ele também defende o fim das decisões monocráticas na Corte. — Nós temos que passar uma mensagem para a população de que ninguém está acima da lei, ninguém está acima da Constituição.
Ministros que cometeram crimes de responsabilidade precisam ser responsabilizados, como todo cidadão comum também é responsabilizado se comete algum desvio — declarou.
A ideia é compartilhada pelo senador eleito Evair de Melo (Republicanos-ES), para quem “a omissão do Senado em fazer o enfrentamento e exercer o seu papel constitucional está custando muito caro para o país”.
Para a senadora eleita Bia Kicis (PL-DF), a pacificação do país só ocorrerá com “o impeachment de ministro que está virando as costas para a Constituição”.
Pautas econômicas, fiscais e tributárias Na área econômica, Evair de Melo avalia que o aumento da carga tributária e a volta da inflação desestimulam investimentos e prejudicam a economia.
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