MC Poze do Rodo é investigado após denúncia de estupro de adolescente no RJ
O cantor MC Poze do Rodo é investigado pela Polícia Civil do Rio após uma adolescente de 16 anos denunciar estupro, constrangimento ilegal e ameaça.
A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima instaurou inquérito para apurar a denúncia contra Marlon Brendon Coelho, o MC Poze do Rodo. A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que os fatos teriam ocorrido no fim de setembro, após uma festa na casa do artista, no Recreio dos Bandeirantes.
Em depoimento, a adolescente afirmou que estava sob efeito de entorpecentes que teriam sido fornecidas pelo cantor. Ela relatou que recusou manter relação sexual sem preservativo e que o pedido teria sido desrespeitado.
A defesa da adolescente afirma que ela foi coagida a voltar à residência do cantor dois dias depois do episódio. A jovem teria sido obrigada a ingerir medicamentos, enquanto seu celular permaneceu com Poze, conforme o relato da advogada Daiana Andrade.
A adolescente foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais, e a defesa pediu medidas protetivas de urgência. Andrade afirma que a equipe jurídica tem registros de áudio e vídeo relacionados às denúncias.
A defesa de MC Poze do Rodo não havia se pronunciado sobre o caso. A Polícia Civil informou que os supostos autores serão intimados a prestar esclarecimentos e que as diligências continuam.
Denúncias sobre violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100 (inclusive de forma anônima), na delegacia de polícia mais próxima e no Conselho Tutelar de cada município.
Se for um caso de violência que a pessoa estiver presenciando, pode ligar no 190, da Polícia Militar, para uma viatura ir no local. Também é possível se dirigir ao Fórum da Cidade e procurar a Promotoria da Infância e Juventude.
Quem não denuncia situações de perigo, abandono e violência contra crianças e adolescentes pode responder pelo crime de omissão de socorro, previsto no Código Penal. A lei Henry Borel também prevê punições pra quem se omite.
Funcionários públicos que se omitem no exercício de seus cargos, em escolas, postos de saúde e serviços de assistência social, entre outros, podem responder por crime de prevaricação.
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