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Chuva acima da média afeta qualidade da safra e adia fim da colheita no interior de São Paulo; entenda

G1 ·
Chuva acima da média afeta qualidade da safra e adia fim da colheita no interior de São Paulo; entenda

Volume de chuva atípico deve atrasar a colheita da cana-de-açúcar O excesso de chuvas registrado no início da primavera tem prejudicado a qualidade da cana-de-açúcar e alterado o planejamento da atual safra na região de Ribeirão Preto (SP).

Em setembro, o município acumulou 100 milímetros de precipitação, volume 44% acima da média histórica para o mês, o que diminuiu a concentração de açúcar nas plantas adultas e forçou usinas a adiarem o encerramento da colheita.

Embora a umidade seja benéfica para o desenvolvimento dos canaviais jovens que serão cortados no ano que vem, a precipitação no período de corte altera a fisiologia da planta madura, reduz o rendimento no campo e na fábrica, além de demandar adequações no transporte e no cronograma da moagem. 📲 [Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp “A chuva nessa fora de época, fora ela atrapalhar a colheita da safra e prolongar nossa safra, como a cana absorve muito fácil a água dessas chuvas nessa época, traz mais água para dentro da indústria, com menos açúcar e também muita impureza para dentro da indústria”, afirma o diretor de usina Antônio Eduardo Tonielo.

Canavial na região de Ribeirão Preto em parte com colheita adiada por causa das chuvas.

Luciano Tolentino/EPTV Perda de qualidade A principal complicação provocada pelas chuvas atípicas ocorre na fisiologia da cana que já atingiu o ponto de corte.

Em outubro, o canavial adulto atinge o pico de acúmulo de sacarose nos colmos.

Mas, com a chegada constante de água e alta luminosidade, a cultura passa a consumir a energia armazenada para retomar o crescimento, o que reduz a quantidade de açúcar total recuperável (ATR). 🔍 Açúcar Total Recuperável é um indicador que mede a quantidade de açúcar por tonelada de cana disponível para ser convertida em açúcar ou etanol na indústria.

O colmo é o caule da cana-de-açúcar responsável por armazenar a sacarose produzida pela planta.

“Com a chegada das chuvas em abundância, em sequência, essa cana entende que ela tem que voltar a crescer, passar por um ciclo vegetativo.

Aí ela começa a usar esse açúcar que está nos colmos para proporcionar crescimento de colmo, folha e raízes.

Então você fica com uma matéria-prima pobre em açúcar”, explica o engenheiro agrônomo e produtor rural Rodrigo Ortolan.

A redução na concentração de açúcar gera prejuízos aos produtores.

Isso porque o pagamento da matéria-prima entregue às usinas é calculado com base no ATR por tonelada, e a queda no teor de açúcar diminui a remuneração recebida pelo agricultor.

Além disso, as usinas passam a processar uma matéria-prima com maior quantidade de água e impurezas, o que reduz a produção de açúcar e etanol e eleva custos operacionais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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