Paes evita polarização entre Lula e Flávio: ‘Quem vai governar o Rio não é o presidente’
Em sabatina de VEJA+ TV nesta quinta-feira, 27, o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), candidato a governador, evitou nacionalizar a campanha ao Palácio Guanabara. Favorito nas pesquisas de intenção de voto, ele tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enquanto o adversário que aparece em segundo lugar na preferência dos eleitores, o deputado estadual Douglas Ruas (PL), é apadrinhado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). “Quem vai governar o Rio de Janeiro é o governador eleito. Não é nenhum dos presidentes da República”, declarou. “Eu acredito que o povo fluminense não vai cair mais nessa conversa, de votar em alguém pelo cenário nacional. Quem senta na cadeira é quem for eleito governador.”
O PSD, partido do ex-prefeito, tem um candidato próprio na corrida presencial, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, mas Eduardo Paes recebeu carta branca para fechar alianças próprias e não vai subir no palanque do correligionário. “ Eu represento o Eduardo Paes nessa candidatura. Não tem essa coisa de ficar me apoiando em fulano ou beltrano. Aqui nós discutimos o estado”, disse.
Questionado sobre como se define ideologicamente, Paes evitou se posicionar. “Ideologicamente eu sou Rio de Janeiro”, respondeu. “Fico olhando para essa disputa ideológica, muitas vezes sem o menor sentido, porque ela não resolve o problema da segurança pública. Está aí. Tivemos dois governos de direita, do PL no Rio, Witzel e Cláudio Castro, e o Rio nunca teve o nível de insegurança que nós vivemos hoje”, criticou.
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