PF faz buscas contra Humberto Pradera, ex-secretário de TI do STJ, suspeito de repassar informações sigilosas a Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro
A Polícia Federal fez buscas contra um ex-secretário do Superior Tribunal de Justiça.
Humberto Pradera é suspeito de repassar informações sigilosas ao advogado Willer Tomaz.
Willer e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, são investigados por lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal cumpriu o mandado de busca em um endereço de Humberto Pradera.
Na sexta-feira (16), ele foi exonerado do cargo de secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do STJ.
Pradera é suspeito de repassar informações sigilosas de processos e antecipar decisões do tribunal ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A polícia descobriu no celular de Willer uma foto enviada por Pradera de um documento ainda em produção no STJ.
A investigação começou na primeira instância da Justiça Federal do Rio Grande do Sul e apurava, originalmente, crimes como lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com utilização de casas de apostas.
A partir da análise dos dados do celular de Willer Tomaz, a Polícia Federal encontrou e-mails que mostram que Flávio Bolsonaro foi cadastrado como usuário master de uma conta bancária de uma empresa do advogado.
O relatório também cita festas, encontros e reuniões entre Willer e Flávio e o pagamento de viagens ao senador.
Segundo a PF, a movimentação financeira de Willer Tomaz é incompatível com as atividades econômicas do advogado.
O advogado Willer Tomaz e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, são investigados por lavagem de dinheiro Jornal Nacional/ Reprodução O caso foi para o STF - Supremo Tribunal Federal porque Flávio Bolsonaro tem foro privilegiado.
A relatoria foi sorteada para o ministro Alexandre de Moraes.
A operação desta segunda-feira (19) é a primeira ação autorizada por Moraes para aprofundar fatos relacionados a Willer e apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, peculato eletrônico e violação de sigilo funcional.
Flávio Bolsonaro já é investigado em outro inquérito no STF - o que apura o financiamento por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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