Ucrânia lança mais de mil drones contra a Rússia e maior ataque contra Moscou
Ucrânia lança mais de mil drones contra a Rússia e maior ataque contra Moscou - No maior ataque contra Moscou, duas pessoas morreram e refinaria foi atingida. Ofensiva ocorre no último dia da eleição parlamentar no país.A Ucrânia lançou neste domingo (20/09) o que o prefeito de Moscou classificou como o maior ataque de drones já realizado contra a capital russa, em uma tentativa fracassada, segundo ele, de atrapalhar o terceiro e último dia da eleição parlamentar que o presidente russo, Vladimir Putin, apresenta como um teste de apoio à guerra da Rússia na Ucrânia.
Duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas na região ao redor de Moscou, e a refinaria de petróleo da capital, que já havia sido atingida anteriormente, foi alvo do ataque, informaram autoridades locais. Testemunhas ouviram explosões em Moscou e viram grandes colunas de fumaça saindo da refinaria.
Segundo ele, um dos drones atingiu um prédio residencial, mas nenhum morador morreu. "Esse ataque sem precedentes foi claramente planejado com o objetivo de interromper as eleições. O inimigo não teve sucesso", declarou Sobyanin.
Em publicações nas redes sociais, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que Kiev utilizou diversos mísseis e drones no ataque — incluindo os mísseis Flamingo e Pelican, de fabricação ucraniana — para atingir instalações de petróleo e de logística.
"São bilhões de dólares que sustentam a máquina de guerra", disse Zelenski, referindo-se à pressão financeira que Kiev espera exercer sobre a economia da Rússia.
A votação para a Duma Estatal, a primeira desde que a Rússia iniciou sua invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, deve permitir que o partido governista Rússia Unida mantenha facilmente sua predominância em um sistema político que, segundo críticos, não tolera dissidências. O Kremlin provavelmente apresentará o resultado como prova do apoio popular às políticas de Putin e à guerra, o conflito mais letal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, agora em seu quinto ano e sem sinais de término próximo.
A maioria dos candidatos contrários à guerra foi impedida de concorrer. Aqueles que conseguiram disputar a eleição pelo partido liberal Yabloko, que nos últimos anos obteve apenas porcentagens de um dígito nas pesquisas, mas esperava capitalizar o desgaste causado pela guerra, afirmaram temer por sua liberdade após tribunais condenarem dois importantes integrantes da legenda a longas penas de prisão antes da votação, por declarações sobre o conflito consideradas ilegais pelas autoridades.
Desacreditar as Forças Armadas ou divulgar o que as autoridades consideram notícias falsas pode resultar em longas sentenças de prisão.
Em um pequeno gesto de desafio, o líder do Yabloko, Nikolai Rybakov, anulou deliberadamente seu voto ao escrever o nome do partido e o slogan "Pela paz" na cédula.
O Kremlin afirma que a unidade nacional e certo grau de censura são necessários durante o que chama de "operação militar especial" na Ucrânia.
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