Países da América Latina pedem que próximo secretário-geral da ONU seja da região
Os 33 países-membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) pediram nesta terça-feira (27) que um representante da região seja o próximo secretário-geral da ONU.
Em uma declaração conjunta, a organização fez o pedido no contexto das votações para escolher o sucessor do português António Guterres, de 77 anos, a partir do próximo ano.
A ONU atravessa um de seus períodos mais difíceis, diante dos múltiplos conflitos em andamento, das dificuldades financeiras e das divisões no Conselho de Segurança.
"Chegou o momento" de uma pessoa da região ocupar o cargo, afirmou a diplomata uruguaia Laura Dupuy Lasserre, em nome da Celac.
"Estamos convencidos de que a escolha de uma personalidade de nossa região contribuirá para reforçar os esforços em favor de um sistema internacional mais inclusivo e representativo, bem como para fortalecer as Nações Unidas", acrescentou.
A América Latina reivindica seu direito ao cargo com base no princípio da rotatividade geográfica, que nem sempre foi respeitado.
A costarriquenha Rebeca Grynspan; o atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi; a ex-ministra da Guiana Carolyn Rodrigues-Birkett; e as equatorianas María Fernanda Espinosa e Ivonne A-Baki estão entre os candidatos.
Até o momento, os 15 países-membros do Conselho de Segurança não conseguiram chegar a um acordo. Cinco deles - Reino Unido, França, Estados Unidos, China e Rússia - têm poder de veto.
No entanto, os candidatos latino-americanos lideraram as preferências em várias votações indicativas realizadas desde julho.
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