Flávio: “Vou ser um presidente muito duro na segurança pública”
O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) voltou a apostar em um discurso mais duro na área de segurança pública durante agenda nesta terça-feira (22).
O candidato desembarcou pela manhã no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís.
Na capital maranhense, Flávio participou de uma motocarreata em direção ao bairro Cohajap e, durante um comício, retomou algumas das principais propostas de seu programa para a área.
Em sua fala, o candidato voltou a defender o enfrentamento a organizações criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital), o CV (Comando Vermelho) e milícias, e a classificação desses grupos como organizações narcoterroristas .
Leia Mais Flávio anuncia plano de segurança com presídio à Bukele e castração química Lula e Flávio travam batalha de discurso contra o crime em atos no Rio Lula sobe o tom, mas governo ainda calibra atuação sobre facções “Eu vou, a partir de janeiro do ano que vem, declarar guerra ao narcotráfico.
Eu vou classificar PCC, Comando Vermelho, milícias como organizações narcoterroristas. […] Ele [criminoso] vai ficar preso muito mais tempo, vai ficar isolado em um dos cinco novos presídios federais que eu vou construir, que vão se chamar TREVA”, declarou no encontro.
“É para ele ter medo.
Ter medo de voltar a andar na rua, ter medo de levar violência para tanta gente.” A criação das cinco unidades federais de segurança máxima , inspirada nos megapresídios de El Salvador, faz parte do plano de governo apresentado por Flávio à Justiça Eleitoral.
A proposta prevê que elas se somem aos cinco presídios federais existentes e sejam destinadas, entre outros presos considerados de alta periculosidade, a líderes de organizações criminosas.
O programa prevê ainda a criação de 500 mil vagas no sistema prisional em quatro anos.
Flávio também voltou a defender a redução da maioridade penal.
Atualmente, a Constituição estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis.
O candidato propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos e responsabilizar adolescentes a partir dos 14 anos em casos de crimes graves.
Entre os delitos citados por ele estão estupro, tráfico de drogas, tortura e assassinato.
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