GPUs criadas para mineração ganham novo uso em servidor local de IA com 128 GB de HBM2e
Duas placas de vídeo criadas pela NVIDIA para mineração de criptomoedas ganharam uma segunda vida bem diferente em 2026.
Um usuário do Reddit montou uma estação doméstica para executar modelos de inteligência artificial usando duas CMP 170HX modificadas, que juntas oferecem 128 GB de memória HBM2e .
A máquina foi apelidada de “CMP170HX Spark”, em referência ao NVIDIA DGX Spark , computador compacto para IA que também possui 128 GB de memória, embora as duas soluções sejam tecnicamente muito diferentes.
CMP170Hx “Spark” Machine by u/Miserable-Dare5090 in LocalLLaMA CMP 170HX passou de 8 GB para 64 GB de memória Lançada originalmente para mineração, a CMP 170HX utiliza o enorme chip GA100 da arquitetura Ampere, parente próximo daquele encontrado na A100.
A versão usada no projeto possui 4.480 núcleos CUDA e originalmente expõe apenas 8 GB de memória.
A comunidade descobriu, porém, que essa variante pode ser desbloqueada por software para acessar 64 GB de HBM2e.
O processo também remove outras limitações de desempenho da placa.
A interface PCI Express é um caso diferente: de fábrica, apenas quatro pistas estão disponíveis fisicamente.
Recuperar x16 exige instalar capacitores ausentes no PCB.
O autor afirma ter comprado suas CMP 170HX já modificadas dessa maneira.
As placas funcionam através de um switch PCIe e conseguem utilizar tensor parallelism, dividindo o processamento de um mesmo modelo entre as duas GPUs.
Qwen3.8 Flash Next chegou a cerca de 4.000 tokens/s no processamento do prompt O resultado mais interessante aparece nos testes publicados junto ao projeto.
Rodando o Qwen3.8 Flash Next nas duas CMP 170HX, o autor relata aproximadamente 4.000 tokens por segundo no processamento do prompt e mais de 80 tokens/s durante a geração com uma única requisição.
O gráfico compartilhado mostra que a configuração mantém o processamento de prompts próximo dessa faixa conforme aumenta a concorrência.
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