Walter Maierovitch acusa Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro: “bandalho”
O jurista Walter Maierovitch faz duras críticas ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o acusa de adotar decisões que favorecem a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026.
Em sua análise publicada no UOL, Maierovitch questiona a imparcialidade do magistrado à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aponta possíveis irregularidades que, segundo ele, deveriam ser investigadas pelas instituições responsáveis pelo controle da atuação dos ministros.
O autor também critica o que considera omissão do STF, do Senado e da Procuradoria-Geral da República (PGR) diante de condutas atribuídas a Nunes Marques.
As acusações fazem parte da avaliação de Maierovitch sobre a atuação do ministro e não equivalem, por si só, a conclusões judiciais sobre eventuais crimes ou infrações disciplinares.
Ao abordar o histórico do magistrado, Maierovitch afirma que sua indicação ao STF teve a participação de Flávio Bolsonaro, que teria apresentado o nome de Nunes Marques ao pai, o então presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o jurista, a escolha teria sido motivada pela expectativa de contar com um ministro suscetível à influência do governo.
Nunes Marques chegou ao Supremo em 2020, indicado por Jair Bolsonaro, e passou a integrar o TSE em razão do sistema de rodízio entre os ministros da Corte.
Para Maierovitch, a posterior escolha do magistrado para presidir o tribunal eleitoral representa um problema diante da importância da Justiça Eleitoral em um ano de disputa presidencial.
Decisões eleitorais sob críticas A atuação de Nunes Marques no comando do TSE é um dos principais alvos do texto.
Maierovitch critica decisões que, em sua avaliação, restringem indevidamente a liberdade de expressão e interferem no debate eleitoral.
Entre os episódios mencionados está a determinação de retirada do ar do canal Exército de Lula , ligado ao deputado federal André Janones (Rede-MG).
O jurista sustenta que o ministro teria extrapolado suas atribuições ao determinar uma medida ampla, em vez de restringir eventual intervenção ao conteúdo questionado.
Maierovitch afirma que a decisão contrariou a atuação do corregedor-geral eleitoral, responsável pelo procedimento, e prevê que o episódio poderá resultar em nova derrota para Nunes Marques no plenário do TSE.
O autor também cita uma decisão envolvendo o jornal Petróleo Brasileiro, publicação do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP), com apoio da confederação da categoria.
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