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WEG (WEGE3): margens decepcionam, expõem pressão de custos e ações caem 7% após 3T

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WEG (WEGE3): margens decepcionam, expõem pressão de custos e ações caem 7% após 3T

A WEG ( WEGE3 ) iniciou a temporada de resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26) apresentando um resultado misto, com crescimento de receita e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) sustentado principalmente pelos mercados internacionais, mas com margens abaixo das expectativas de parte dos analistas em meio a pressões de custos, câmbio e despesas ligadas à expansão de capacidade.

Com isso, às 10h11 (horário de Brasília) desta quarta-feira (21), as ações WEGE3 caíam 4,67%, a R$ 46,51, sendo a maior queda do Ibovespa na sessão.

A fabricante reportou lucro líquido de R$ 1,665 bilhão, alta de 0,9% na comparação anual, enquanto o Ebitda avançou 3,1%, para R$ 2,345 bilhões.

A receita operacional líquida cresceu 5,7%, alcançando R$ 10,86 bilhões.

Já a margem Ebitda ficou em 21,6%, recuo de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.

Na avaliação do Bradesco BBI, os números foram ligeiramente positivos, apontando a aceleração do crescimento da receita, especialmente na divisão de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD), impulsionada pela forte demanda internacional por transformadores e geradores.

O crescimento orgânico da receita, excluindo efeitos cambiais e aquisições, acelerou para cerca de 9%, ante 5% no segundo trimestre.

O principal destaque continuou sendo o mercado externo, com as vendas internacionais crescendo 8,3% em reais e 14,8% em dólares, respondendo por 62,5% da receita consolidada, a maior participação já registrada pela companhia.

A América do Norte foi novamente o principal motor de crescimento, com expansão de 31,1% das receitas em dólares, beneficiada pela forte demanda por transformadores para redes elétricas e por geradores voltados a data centers.

Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta quarta Índices futuros dos EUA operam mistos em meio à temporada de balanços Enquanto isso, o mercado doméstico voltou a crescer, mas em ritmo mais moderado.

A receita brasileira avançou 1,8% na comparação anual, apoiada por entregas de projetos de ciclo longo nas áreas de transmissão e distribuição de energia e automação industrial.

Por outro lado, os segmentos de ciclo curto mostraram sinais de desaceleração, refletindo atividade industrial mais fraca e postergação de investimentos por clientes locais.

Se a receita foi vista como um ponto positivo, as margens ficaram sob maior escrutínio, com o JPMorgan classificando o resultado como mais fraco do que o esperado, destacando que a margem Ebitda de 21,6% ficou 0,5 ponto percentual abaixo de suas projeções e 0,4 ponto abaixo do consenso de mercado, atingindo o menor patamar desde o primeiro trimestre de 2025.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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