Em novo teste para Milei, insatisfação econômica explode em protestos de rua
Manifestantes atiraram pedras contra policiais e tentaram derrubar as grades diante do Congresso argentino pouco antes das 16h desta quinta-feira (15), em Buenos Aires.
A polícia usou um caminhão hidrante e gás para dispersar o grupo.
O ato principal, chamado de Marcha Federal Universitária, seguiu em outro trecho da praça, segundo relatos da imprensa argentina.
A marcha reuniu estudantes, professores, funcionários e reitores para cobrar a aplicação da Lei de Financiamento Universitário.
Aprovada pelo Congresso, a norma prevê reajustes salariais, atualização de bolsas e mais recursos para as universidades públicas.
As crises que aumentam a pressão sobre Javier Milei Continua após a publicidade O governo de Javier Milei suspendeu sua execução por decreto.
Em outubro, um juiz declarou inconstitucional a medida, mas uma corte de apelação suspendeu provisoriamente as multas diárias impostas ao chefe de Gabinete enquanto analisa o recurso do Executivo.
Manifestantes e policiais entram em confronto durante marcha universitária em Buenos Aires, nesta quinta-feira (15) Reprodução/Reprodução Continua após a publicidade Inflação e atividade fraca O protesto ocorre em meio à piora de indicadores econômicos e sociais.
A inflação subiu 1,9% em setembro, ante 1,7% em agosto, e acumulou 33,4% em 12 meses.
A taxa está muito abaixo dos níveis registrados antes da posse de Milei, mas segue distante da meta de 10,1% prevista no orçamento deste ano.
A atividade também perdeu força.
O PIB caiu 0,6% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores.
Em julho, o indicador mensal de atividade recuou 2,9% ante junho.
Continua após a publicidade A pobreza atingiu 32% da população no primeiro semestre, ante 28,2% no semestre anterior; o desemprego chegou a 7,9% no segundo trimestre.
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