Espetáculo inspirado por obra de Ailton Krenak sobe ao palco em Curitiba
Baseado no livro de Ailton Krenak , o espetáculo “Ideias para adiar o fim do mundo ” ganha os holofotes na CAIXA Cultural Curitiba do dia 24 de setembro até 4 de outubro, buscando unir arte, memória e urgências contemporâneas.
A peça é estrelada por Yumo Apurinã e dirigida por João Bernardo Caldeira .
A narrativa segue um homem indígena em sua tentatvia de reconstruir os vínculos com sua ancestralidade após ter sido evangelizado na infância.
8ª Mamute Feira Gráfica chega a Curitiba com mais de 160 expositores As apresentações ocorrem de quinta-feira a sábado, às 20h, e domingo, às 19h.
Os ingressos já estão à venda na bilheteria da CAIXA Cultural Curitiba e pela plataforma Bilheteria Digital.
Após temporadas com sessões esgotadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, “Ideias para adiar o fim do mundo” ampliou sua circulação nacional em 2026, com apresentações em São Paulo e Belém e participação no MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, em Santos.
O espetáculo também foi selecionado, a convite da La Clima e da File Foundation, para integrar a programação da COP30, em Belém do Pará, no âmbito do Dia da Justiça Climática.
“Somos mesmo uma humanidade?”, essa é a pergunta que Apurinã faz no palco.
O ator interpreta a si mesmo, um homem do povo Apurinã que, evangelizado na infância, tenta reconstruir sua relação com a ancestralidade.
A revolução de Ailton Krenak e o estereótipo indígena Líder indígena, ambientalista e escritor do povo Krenak , Ailton Krenak é imortal da Academia Brasileira de Letras e da Academia Mineira de Letras.
Em 1987, durante a Assembleia Nacional Constituinte, que elaboraria a Constituição Federal de 1988, protagonizou uma das cenas mais marcantes da história brasileira ao pintar o rosto de preto, na tribuna, em protesto contra retrocessos nos direitos indígenas.
A Constituição de 1988 representou uma mudança fundamental ao reconhecer os direitos originários dos povos indígenas, rompendo com uma política de tutela, apagamento de suas culturas e integração forçada à sociedade nacional.
“A presença de Ailton Krenak na Assembleia Constituinte é um momento fundamental do espetáculo, porque ali não estava em disputa apenas um conjunto de direitos, mas a própria possibilidade de os povos indígenas continuarem existindo enquanto povos indígenas.
O indígena era pensado como alguém que, em algum momento, deveria deixar de sê-lo para integrar plenamente a sociedade nacional”, comenta Caldeira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.