EUA preparam novas sanções contra Tribunal Penal Internacional, diz jornal
O governo de Donald Trump prepara uma nova rodada de sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), segundo informações divulgadas pelo jornal The Wall Street Journal.
A medida representa uma escalada nas ações de Washington contra a instituição sediada em Haia.
Se consumada, a decisão ocorre após o TPI emitir um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aliado de Donald Trump, e em meio ao receio de que o tribunal possa interferir em operações dos Estados Unidos em países signatários, como eventuais operações contra cartéis na América do Sul.
Tribunal Penal Internacional na mira de Trump Esta não seria a primeira vez que a administração Trump impõe sanções contra o TPI.
Em agosto, o governo americano sancionou Tomoko Akane, presidente do tribunal, e Abdoulaye Seye, advogado sênior da Corte.
Durante o anúncio, o secretário de Estado, Marco Rubio, classificou o TPI como uma instituição “corrupta” e “fatalmente politizada”.
Agora, o republicano e sua equipe miram a instituição.
Segundo o jornal americano, as novas sanções devem proibir a maioria das transações financeiras com o TPI.
A medida prevê um período de carência de seis a sete meses antes de entrar em vigor plenamente, relata a publicação.
Uma restrição que pode isolar o Tribunal de grande parte do sistema financeiro global. 🔎 Com o bloqueio de operações em dólares americanos, as atividades operacionais da corte poderiam ser paralisadas. 🔎O Tribunal Penal Internacional (TPI) é uma corte sediada em Haia, na Holanda, responsável por julgar pessoas acusadas de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e crime de agressão.
Criado pelo Estatuto de Roma em 1998, a corte atua quando os países não conseguem ou não demonstram disposição para investigar e punir os suspeitos por conta própria.
Diferentemente de outras cortes internacionais, o TPI julga indivíduos, e não Estados ou governos.
Agora no g1 Até o momento, não há uma data confirmada para o anúncio oficial.
Autoridades americanas teriam afirmado que a decisão pode ser finalizada nesta semana, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.
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